Geralmente, as pessoas passam a maior parte do seu dia dentro do ambiente empresarial. Essa rotina acaba transformando a empresa em um universo próprio, onde uma cultura organizacional é criada a partir das interações entre seus colaboradores e como a organização evolui a partir desses relacionamentos.
Desenvolver uma cultura é importante por funcionar como uma diretriz que inclui desde a estrutura física da empresa como, a divisão do ambiente, mobília, cores e, vai de encontro a qual língua ela falará, quais práticas e hábitos são bem vistos, com quais tipos de pessoas ela se relacionará e, qual a resposta que ela espera de seus colaboradores e personas, diante de tudo isso.
O que é cultura organizacional?
O conjunto de hábitos, crenças, valores e comportamentos compartilhados na empresa, formam o conceito de cultura organizacional. Essas características criam uma “identidade” na organização, definindo como ela otimizará seus processos e conduzir seus negócios.
Inicialmente ela se forma pelos valores do seu fundador e, com o tempo, ela se molda através das interações e processos compartilhados por seus colaboradores.
Uma das grandes referências teóricas da cultura organizacional é o livro “Organizational Culture and Leadership” do psicólogo Edgar Schein. Em uma de suas citações na obra, Schein enfatiza: “a cultura representa para grupos e organizações o mesmo que caráter para indivíduos”.
Qual a importância de contar com uma cultura organizacional?
Cada vez mais, as empresas estão em busca dos melhores talentos para integrarem suas equipes. Acontece que, esses profissionais têm como motivação, quesito fundamental para exercer suas atividades com satisfação e eficiência. Desta forma, a criação de uma cultura organizacional é de extrema importância na atração e na retenção de talentos.
Por meio da cultura organizacional, sua empresa terá um time composto por pessoas que compartilhem os mesmo ideais, os mesmos valores e princípios. Essa identidade também é importante na definição de aspectos importantes dentro de uma organização como, políticas internas, processos e objetivos coletivos.
Quais as características necessárias na cultura?
Criar uma cultura organizacional sólida consiste em algumas características básicas que auxiliam na sua mensuração. Essas particularidades podem variar de acordo com o modelo de gestão adotado pela organização. Algumas delas são:
– Incentivo à inovação;
– Tolerância ao erro;
– Cuidado com os detalhes;
– Focos nos resultados;
– Atenção com as pessoas; e
– Fortalecimento do sentimento de equipe.
Quais são os tipos de cultura organizacional existentes?
Ao decorrer desta leitura, vimos que cada empresa possui sua própria essência. Porém, o teórico Charles Handy, determinou a existência de 4 tipos de cultura organizacionais que podem existir nas instituições. São elas:
Cultura de papéis
Se trata de uma cultura organizacional onde cada colaborador tem seu papel bem delimitado dentro da organização. Esse modelo de cultura costuma a ocorrer em empresas bem tradicionais, onde os processos são democráticos e lentos. Empresas que utilizam desse método de trabalho, dificilmente se destacam no mercado, por medo de ousar.
Além disso, por executarem sempre as mesmas tarefas e com poucas chances de crescimento, seus colaboradores se sentem desmotivados e tendem a produzir menos.
Cultura das pessoas
Este tipo de cultura costuma ser bastante positiva por haver uma relação entre gestão e cultura. Nesse contexto, o foco é estimular a criatividade, trabalho em equipe, evolução e crescimento dentro da organização. Empresas que aplicam essa cultura têm em mente a gestão de pessoas por entender que elas são as peças-chave que estimulam o crescimento da empresa.
Por ser uma cultura mais flexível e inovadora, fica mais fácil para seus gestores e profissionais de RH trabalharem a retenção de talentos no ambiente organizacional.
Cultura do poder
Normalmente, este tipo de cultura é aplicada em empresas menores, onde a gestão é bastante centralizada. Pode parecer um modelo de gestão ultrapassado, porém, a cultura do poder é uma das mais adotadas pelas organizações atualmente.
Essas empresas costumam a ter um ambiente de trabalho bastante competitivo, já que, o foco se resume aos resultados obtidos, sendo bastante desgastante para o colaborador, por não valorizar o trabalho em equipe, aumentando a competitividade entre os colegas de trabalho.
Cultura de tarefas
Como o próprio nome já diz, o foco desta cultura está na realização das atividades. Ela se baseia na contratação de profissionais que tenham bastante conhecimento e especialização nas suas áreas de atuação. Este tipo de cultura também é benéfica aos colaboradores por ser flexível e valorizar a criatividade na resolução das tarefas dos dia-a-dia.
Além disso, empresas que focam na cultura de tarefas tendem a trabalhar com avaliação de desempenho, o que a possibilita coletar dados e, fornecer aos seus colaboradores autoconhecimento e retorno sobre o desempenho de suas atividades.
Como definir a cultura organizacional de uma empresa?
Para colocar a cultura organizacional da sua empresa em prática, existem algumas ações e estratégias que podem ser aplicadas, e que facilitarão a sua gestão. O importante é não só conceituar a cultura da sua empresa em documentos mas, seus colaboradores precisam sentir essa “essência” diariamente no ambiente de trabalho. Vamos às dicas?
– Estabeleça a missão, visão e os valores;
– Converse com os colaboradores;
– Tenha uma política bem estabelecida; e
– Trace suas prioridades no relacionamento com os clientes.
Como saber se a cultura da minha empresa está forte?
De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria talenses, com 184 profissionais, mais de 63% dos colaboradores conseguem identificar se a empresa no qual trabalham possui uma cultura forte. Desta forma, fica claro que saber se sua cultura organizacional é forte, não é tarefa difícil, mostrando alguns indicadores:
– Presenteísmo;
– Absenteísmo; e
– Clima organizacional.
O que é uma cultura fraca e negativa?
Uma cultura fraca e negativa é aquela que não existe na prática, ficando apenas no papel. Utilizar da análise dos indicadores que citamos no tópico anterior: presenteísmo, absenteísmo e clima organizacional, é um ótimo ponto de partida para identificar se sua cultura é fraca e tóxica.
Se após examinar esses tópicos, você identificar que sua cultura organizacional precisa de melhorias, uma dica é propor uma mudança na empresa, como uma reunião juntamente de todos os seu colaboradores, para que haja um consenso entre todos eles sobre o que deve ser feito ou onde mudanças poderiam ser aplicadas.
Promover a qualidade de vida de seus colaboradores, aplicar feedbacks em equipe e individuais, utilizar do fit cultural no recrutamento e seleção e, se você puder contar com ferramentas de análise de perfil nestas tarefas, mudanças já começarão a surgir.
Algumas empresas possuem uma gestão financeira confortável. E mesmo assim, desejam aumentar as fontes de receita e gerar novas oportunidades junto a sua cadeia de fornecedores ou de clientes. Geralmente essas empresas faturam alto e são consideradas referência no seu mercado de atuação.
Por que devemos falar sobre antecipação de recebíveis?
Imagine essa situação: Uma grande empresa que comercializa um volume alto de produtos (predominantemente alimentícios) utiliza uma plataforma de relacionamento com toda a sua cadeia de fornecedores.
Nessa plataforma a empresa consegue identificar e gerenciar todo o planejamento de vendas e de pagamentos que acordou com cada um deles, inclusive compras parceladas.
Em determinados casos, alguns fornecedores (de pequeno e médio porte, no geral) precisam de mais dinheiro em caixa e sinalizam a intenção de antecipar os valores das vendas realizadas a prazo.
Um exemplo claro
A empresa avalia o montante que ainda precisa pagar e negocia o valor de antecipação. Por exemplo, se o acordo envolvia o pagamento de três parcelas de R$ 50.000 (R$150.000 no total), pode negociar para pagar tudo agora com desconto que seja vantajoso para ambos.
Essa estratégia (conhecida no mercado de Supply Chain Finance) é vantajosa para todos os envolvidos, mas vamos destacar os benefícios que as grandes empresas ou âncoras (como também são chamadas) têm ao oferecer isso para a sua cadeia de relacionamento:
Aumenta o retorno do capital (no geral, a taxa de desconto costuma ser mais vantajosa que as taxas de aplicação do mercado);
Paga menos pelos produtos que comprou;
Melhora a saúde financeira do fornecedor;
Mantém a sua cadeia produtiva fortalecida;
Possibilita a geração de novas fontes de receita, por meio do financiamento da cadeia de fornecedores
Melhora o poder de negociação com as instituições financeiras, nos casos onde elas precisam entrar no processo de antecipação.
Achou interessante?
Entenda o que é importante considerar ao utilizar este tipo de estratégia:
Utilize soluções de mercado que permitam melhorar o relacionamento entre a sua empresa e seus fornecedores e que, consequentemente, ofereçam essa funcionalidade. A tecnologia é uma grande aliada nisso e muitas opções já funcionam de modo online;
Busque soluções confiáveis no mercado e com as certificações exigidas pelo ramo de atuação
Teste e tire todas as suas dúvidas, para garantir que sua expectativa será atendida.
Você já ouviu falar do conceito de valor esperado? Pode parecer algo super complexo ou que não tem nada a ver com você. Mas a verdade é que você lida com decisões de valor esperado todos os dias, e de forma automática.
Valor esperado nada mais é que o quanto que você espera de resultado de alguma ação. Estatisticamente, é a média dos retornos de uma experiência, se você fizer ela inúmeras vezes.
Valor esperado do tempo no trânsito
Um exemplo que todos passamos todos os dias é o valor esperado do tempo no trânsito.
Imagine que você leva cerca de 30 minutos para ir ao trabalho em média.
As vezes você pega todos os faróis abertos e chega em 15 minutos, mas as vezes (sempre quando você está atrasado) tem um acidente no caminho e você chega em 45 minutos ou mais.
Como na média o translado demora 30 minutos, o valor esperado deste translado é 30 minutos.
O risco e o valor esperado
Usando o exemplo do tempo no trânsito, podemos ilustrar melhor a relação entre risco e valor esperado.
Você poderia experimentar um caminho novo ao trabalho, ou seja, correr um risco. Mas você nunca faria isso se o seu valor esperado não fosse maior. Isto é, quando você se propõe a tentar um caminho diferente, você tem a expectativa de que irá chegar mais rápido, ou seja, que seu valor esperado será melhor.
Inconscientemente nós sabemos que para correr mais riscos é preciso ter um valor esperado maior/melhor. Senão não teria porque correr riscos.
Mas risco não é ruim?
Risco é um conceito interessante.
Falamos toda hora dele, mas a verdade é que ele é mal compreendido, e quase sempre mal administrado.
Mas como o risco pode ser bom?
Sem riscos, você nunca terá um resultado além do óbvio, ou do esperado. E as vezes o esperado não é suficiente.
Vamos ao exemplo.
Risco e o valor esperado no relacionamento
Um exemplo (um pouco ingênuo) para ilustrar o conceito de risco versus valor esperado, é no momento que alguém deseja conhecer outra pessoa.
Quem tem a auto estima baixa (tolerância baixa a risco), sempre terá um valor esperado baixo na hora de iniciar uma conversa com alguém. A pessoa sempre achará que o outro não irá se interessar por ela, ou seja, que não adiantará nada iniciar uma conversa. Por isso ele não corre este risco e nunca inicia esta conversa, e o resultado é o óbvio e esperado: nada.
Já para quem tem a auto estima alta (tolerância alta a risco), é exatamente o inverso. Ele/ela não tem medo de arriscar levar um fora ou ser rejeitado. Isto porque o valor esperado de iniciar a conversa para ele é maior do que ficar parado.
(Peço desculpas pelo momento “auto ajuda”, mas era só para ilustrar o conceito)
Bom, agora que você entendeu o conceito, vamos ao que importa: o valor esperado de um investimento.
Valor mínimo esperado do investimento
Antes de entrar na relação risco x retorno e valor esperado, vamos deixar claro uma coisa: qual o menor valor esperado que você deve ter para um investimento?
O menor valor esperado que você deveria esperar em seu investimento é o benchmark sem risco do mercado, ou seja, o famoso CDI.
Mas o que é CDI?
CDI significa certificado de depósito interbancário. Em poucas palavras, CDI é a taxa que um banco paga para tomar emprestado dinheiro de outro banco. Lembrando que a taxa do CDI sempre irá acompanhar a taxa Selic (a famosa taxa de juros), definida pelo Copom.
Ok, muitos detalhes, vamos ao que interessa.
O que você precisa saber é que o CDI é o mínimo que você deve esperar em um investimento. É o retorno que você consegue sem correr risco e com alta liquidez. Por este motivo, não há porque você optar por um investimento que tenha um valor esperado menor que o CDI, certo?
Comparando com o exemplo do trânsito: a taxa do CDI equivale aos 30 minutos. Qualquer investimento com retorno esperado abaixo do CDI é equivalente a um caminho alternativo que você espera que demore mais que 30 minutos. Não serve para nada.
Apesar de soar óbvio, tem muito investimento com valor esperado abaixo do CDI por aí.
Juros altos controlando inflação: uma consequência do risco x valor esperado
Não vou entrar muito nesta discussão, porque ela é bem ampla e até um pouco contestada. Mas na teoria (até defendida pelo Banco Central e seu plano de metas), aumentar juros diminui a inflação. Mas por quê?
A resposta simplificada é porque aumentar juros aumenta o valor esperado mínimo que falamos anteriormente (no caso, o CDI), e por isso desestimula os investimentos na economia real.
Para o empresário, se um investimento na economia real (ex.: abrir uma loja ou fabricar alguma coisa) não tem um valor esperado maior que o CDI, então vale mais a pena deixar este valor investido, do que arriscar ao abrir um negócio, e poder perder (ou ganhar menos que o CDI).
Menos investimento na economia real significa menos emprego e menos dinheiro circulando, o que resulta em menor consumo e menor inflação (na teoria).
Valor esperado do investimento e a relação risco x retorno
Se um investimento possui risco, o valor esperado do investimento deve compensar este risco.
Conforme falamos antes, um investimento sem risco deve ter o retorno pelo menos igual ao CDI. Conforme o risco do investimento aumenta, seu valor esperado deve aumentar, senão o investidor não deveria aceitar investir.
E é isso. O resto são só probabilidades e contas.
Como calcular o valor esperado
Calcular o valor esperado é super simples: basta multiplicar a probabilidade de tal evento ocorrer pelo resultado, e ir somando estas multiplicações até o acumulado das probabilidades chegar a 100%. Depois você subtrai o custo e chega no valor esperado.
A dificuldade disso tudo é saber qual a probabilidade de algo acontecer.
Em vez de ficar colocando fórmulas aqui, eu vou demonstrar através de exemplos para você entender melhor:
Valor esperado da Mega Sena
O custo de apostar na Mega Sena é R$ 3,50.
A probabilidade de você acertar a Mega Sena é de 1 em 50 milhões. 1/50.063.860 para ser exato, o que dá mais ou menos 0,000002% de chance.
Agora suponha que quem acerta a Mega Sena leva R$ 100 milhões pra casa (normalmente é menos).
Então o valor esperado desta aposta antes do custo é R$ 100 milhões * 0,000002% = R$ 2,00. Como o valor esperado de 99,999998% das vezes é zero (quando você não é sorteado), então o valor esperado total antes do custo é R$ 2,00.
Depois do custo (valor da aposta da Mega Sena), o valor esperado é R$ 2,00 – 3,50 = – R$ 1,50 negativos!
Isto mesmo, apostar na Mega Sena tem um valor esperado negativo!
Mas você já sabia isso sem fazer as contas, certo?
Valor esperado de um investimento
É muito difícil você saber exatamente as probabilidades de um investimento com risco. Mas para nosso exemplo vamos imaginar que isso é possível.
Imagine as seguintes probabilidades:
30% de chance do investimento retornar 40%
20% de chance do investimento retornar -10%
50% de chance do investimento retornar 10%
Qual o valor esperado do retorno deste investimento?
30%*40% + 20%*(-10%) + 50%*10% = 15%
O valor esperado deste investimento é 15%. Se o valor do CDI for menor que 15%, a princípio valeria a pena fazer este investimento, dependendo da sua tolerância a risco. Mas se o valor do CDI for maior (isto é, sem risco você tem um valor esperado maior), então este investimento não compensa.
Este artigo falou muito na teoria, porque a prática é muito mais complexa e, por que não falar, emocional.
Mas a moral da história é simples: O seu investimento deve retornar no mínimo o CDI. Se ele possui algum tipo de risco, ele deve ter um valor esperado maior que o CDI.E o inverso também é válido: Se o investimento render mais que o CDI, ele possui algum tipo de risco.
Além de ser o termômetro oficial da inflação, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) pode afetar diretamente boa parte dos investimentos.
Por isso, entender e acompanhar esse índice é uma das chaves para ser um investidor mais consciente.
Neste guia, você vai saber como o IPCA funciona na prática e qual a sua relação direta com os seus investimentos.
Veja só o que preparamos para você:
O que é o Índice IPCA?
Como o Índice IPCA Funciona e Como Afeta Sua Vida?
Qual é a Diferença entre IPCA e IPCA-E?
Como é Calculado o IPCA Hoje em 2020
IPCA Hoje e dos Últimos 12 Meses? [Tabela]
O que Significam as Altas e Baixas no IPCA?
O que Faz os Preços e o IPCA Subirem?
Quais são as Causas da Inflação?
Retrospectiva do IPCA em 2019 e Previsões do IPCA para 2020
Outros Índices e sua Relação com o IPCA
Principais Investimentos Ligados ao IPCA.
O que é o Índice IPCA?
O IPCA é o Índice de Preços para o Consumidor Amplo. Esse importante índice é medido mensalmente pelo IBGE para identificar a variação dos preços no comércio.
Ele é considerado, pelo Banco Central, o índice brasileiro oficial da inflação ou deflação.
Como o Índice IPCA Funciona e Como Afeta Sua Vida?
Atualmente, temos uma inflação relativamente baixa, o que torna o impacto do IPCA sobre as nossas vidas menos visível.
Mas ele está ali, ajustando os preços em todas as nossas compras (para cima e para baixo) e afetando até mesmo a rentabilidade dos investimentos.
Nesse sentido, vale lembrar o período entre as décadas de 80 e 90, onde o índice deu origem ao que se chamava de hiperinflação.
Na época, era comum que um produto começasse o dia sendo vendido por um valor e terminasse custando bem mais caro.
E um dos instrumentos utilizados para medir a variação de preços, tanto no passado quanto nos dias de hoje, é o IPCA.
Assim, ele funciona como um termômetro para a economia brasileira, reunindo informações que ajudam o consumidor a entender o que vai encontrar na hora da compra.
E também, como mencionamos antes, serve como instrumento de correção de determinadas aplicações financeiras, que têm nele o seu índice de referência.
Esse é o caso de alguns títulos do Tesouro Direto, sobre os quais vamos falar com mais detalhes ainda neste artigo.
Qual é a Diferença entre IPCA e IPCA-E?
O IPCA é a medida da variação dos preços mais conhecida no Brasil. Além dele, há outros índices que possuem o mesmo objetivo, mas com metodologias diferentes, como é o caso do IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-Especial).
Basicamente, esse outro indicador é uma série especial do IPCA que é divulgada pelo IBGE a cada três meses.
A principal diferença entre o IPCA-E e o IPCA é que o cálculo é feito com base no IPCA-15 do período de referência. Nos próximos tópicos, vamos detalhar mais sobre este outro tipo de medida da inflação.
Para você ter ideia, o IPCA-E acumulado em 2019 foi de 3,91% – ligeiramente abaixo do IPCA, que finalizou o ano anterior em 4,31%.
De acordo com a finalidade de uso, esta diferença pode ser crucial na precificação de uma dívida, em investimento ou em taxas de juros cobradas.
Como é Calculado o IPCA Hoje em 2020
O índice IPCA é calculado com base em uma cesta que considera cerca de 350 diferentes itens
A taxa IPCA reflete o custo de vida para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos residentes em regiões metropolitanas e alguns municípios.
Peso de cada região sobre o cálculo do IPCA – Fonte: IBGE
A coleta de dados para o cálculo do IPCA vai do dia 1º ao dia 30 ou 31 de cada mês, contemplando setores do comércio, prestadores de serviços, domicílios (para verificar valores de aluguel) e concessionárias de serviços públicos.
Os preços obtidos na pesquisa retratam pagamentos à vista nas seguintes categorias e suas respectivas participações:
Tipo de gasto
Peso
Transportes
20,8377%
Alimentação e bebidas
18,988%
Habitação
15,1593%
Saúde e cuidados pessoais
13,4575%
Despesas pessoais
10,5972%
Comunicação
6,1859%
Educação
5,9519%
Vestuário
4,801%
Artigos de residência
4,0215%
Peso de cada setor sobre o cálculo do IPCA – Fonte: IBGE
IPCA e a Inflação Acumulada
Além do IPCA, calculado e divulgado mensalmente, há outras formas de mensurar o efeito do sobe e desce dos preços em um determinado período. E a chamada inflação acumulada é uma delas.
Essa análise dá um passo atrás para avaliar as possíveis consequências da oscilação que acontece nos preços em longo prazo.
Assim, o IPCA acumulado nada mais é do que a soma das taxas de inflação registradas dentro de um determinado período.
Pode ser ao longo de um ano fiscal (de janeiro a dezembro) ou relativo a um período qualquer de 12 meses consecutivos, como de março de 2019 a fevereiro de 2020, por exemplo.
Como Calcular o IPCA Acumulado em 2020?
Como vimos, o IPCA acumulado consiste na média dos IPCAs dos meses considerados. Por se tratar de uma taxa de juros, ele é uma média ponderada.
Mas há uma forma de saber o seu resultado de forma rápida e eficiente, que é através da Calculadora do Cidadão do Banco Central (BC).
Assim, basta selecionar o índice de interesse (nesse caso, o IPCA), definir o período de interesse, por exemplo, de 01/18 até 05/18.
Agora, é preciso informar o valor a ser corrigido. Digamos que seja R$ 100,00. O resultado foi de 1,79%, ou seja, nestes 5 meses, o acumulado foi de 0,79% real.
IPCA hoje e dos Últimos 12 Meses? [Tabela]
Divulgado pelo IBGE sempre entre a primeira e a segunda semana de todos os meses, o IPCA fechou dezembro de 2019 em alta, marcando 1,15%, contra 0,51% de novembro.
O acumulado do ano chegou a 4,31%, que é o maior percentual registrado desde 2016.
Confira abaixo os índices de IPCA mensais e acumulados ao longo dos últimos 12 meses.
Mês
IPCA mensal (%)
IPCA acumulado (%)
Dezembro/2019
1,15
4,31
Novembro/2019
0,51
3,27
Outubro/2019
0,10
2,54
Setembro/2019
-0,04
2,89
Agosto/2019
0,11
3,43
Julho/2019
0,19
3,22
Junho/2019
0,01
3,37
Maio/2019
0,13
4,66
Abril/2019
0,57
4,94
Março/2019
0,75
4,58
Fevereiro/2019
0,43
3,89
Janeiro/2019
0,32
3,78
Histórico do IPCA nos últimos 12 meses – Fonte: IBGE
Note que, no período de 12 meses, os índices mensais foram pequenos. Inclusive, no mês de setembro de 2019, o IPCA fechou em deflação, ou seja, o seu dinheiro valorizou 0,04%.
O que Significam as Altas e Baixas no IPCA?
Cem reais de hoje não são os mesmos cem reais de um ano atrás.
Em termos práticos, quando o IPCA sobe, os itens de consumo do dia a dia costumam sofrer uma elevação de preço, gerando a inflação no período.
Esse é um pesadelo para brasileiros com lembrança de 1990 a 1994, quando houve a hiperinflação.
A média anual nesse período chegou a 499,2%, segundo matéria do G1. O dinheiro oscilava muito, podendo perder valor muito rápido. Um fogão de brinquedo poderia custar mais do que um de verdade, por exemplo.
De manhã, a comida tinha um valor. À tarde, outro.
Era comum nesse tempo pagar e receber em dólar, dada a sua estabilidade. Muitos hábitos de hoje, como as compras do mês, nasceram nessa época.
Via de regra, quando o IPCA sobe, é preciso de mais dinheiro para poder comprar a mesma coisa, ou seja, cai o poder de compra. Por isso, costuma-se ajustar o salário mínimo e as remunerações. É uma tentativa de equilibrar a balança.
Caso no mês seguinte o índice seja menor, não significa que haverá redução nos preços, a deflação. Na verdade, isto representa que os preços subiram menos do que no mês anterior.
Somente se o IPCA for negativo é que teremos deflação, ou seja, a diminuição nos preços.
O que Faz os Preços e o IPCA Subirem?
O Estado é um dos principais desencadeadores da inflação
Como você já deve ter percebido, o IPCA oscila mensalmente. De acordo com ele, os produtos e serviços podem ser reajustados, ou seja, é uma verdadeira bola de neve.
Isso pode parecer confuso. Afinal, quem alimenta quem?
Primeiramente, os produtos e serviços são precificados pela lei da oferta e demanda. Isto é, se algo tem muita procura, mas pouca disponibilidade, o preço dele sobe. Do contrário, ele tende a cair.
Como o IPCA é calculado com base em uma cesta com cerca de 350 itens, a variação é causada por fatores como resultado de safras, cotação do dólar, clima, custos de produção e de mão de obra.
Portanto, esse indicador é apenas uma média do quanto o seu dinheiro valorizou ou desvalorizou no período. Provavelmente, haverão produtos que não sofreram muita oscilação de preços.
Outro fator que também leva à alta do IPCA é a quantidade de dinheiro em circulação. Quando a economia está muito bem, com alto consumo e renda, terá mais moeda no mercado.
Caso essa quantia não seja controlada, o valor do IPCA geral deve cair, ou seja, o dinheiro perde poder de compra.
Por isso, o Banco Central estipula a meta de inflação. Através dela, ele utiliza mecanismos de controle para conter o avanço dessa desvalorização. Nos próximos tópicos, vamos explicar este controle funciona.
Quais são as causas da inflação?
A economia segue uma dinâmica própria e bastante complexa, com oscilações que podem ser respostas a situações sociais, financeiras, geográficas, desastres climáticos, decisões políticas, entre outros fatores.
Por isso, é difícil apontar com certeza a causa da inflação de maneira universal, sem analisarmos antes o contexto por trás de uma possível alta.
De modo geral, existem seis cadeias de acontecimentos que podem causar aumentar os preços. São elas:
Desequilíbrio dos gastos públicos
Cartéis empresariais
Inércia do cenário econômico
Aumento nos custos de produção
Baixas na produção
Ajustes de indexação.
Quando o governo injeta mais dinheiro na economia – seja pela impressão de novas cédulas ou por facilitar a concessão de crédito -, a demanda acaba ultrapassando a oferta e a moeda passa a valer menos.
Esse desequilíbrio dos gastos públicos acaba causando uma alta nos preços.
Ainda, a inércia na economia pode levar empresas a acreditarem que um aumento na inflação está por vir – fazendo com que os preços aumentem preventivamente.
A alta nos preços dos produtos pode vir também de fatores econômicos externos, como a menor importação de insumos, por exemplo, e impulsionar uma alta geral nos preços.
Pode ser que, por fatores climáticos, a safra de soja necessária para diversos produtos alimentícios seja muito menor do que o esperado – e uma baixa na produção que causa alta nos preços.
Por fim, é importante lembrar que o IPCA acumulado de um ano geralmente serve como guia para o planejamento do próximo ano fiscal.
Dessa forma, uma grande inflação no ano anterior acaba levando as empresas a aumentarem seus preços no novo ano.
Retrospectiva do IPCA em 2019 e Previsões do IPCA para 2020
Como destacamos antes, em 2019, o índice de inflação no Brasil acumulou variação de 4,31%, segundo o IPCA.
O valor é maior em 0,56% do que o registrado no ano de 2018 e fica acima também da meta de 4,25% estipulada pelo Banco Central para o ano.
Dentre os nove grupos de produtos e serviços monitorados para o cálculo do índice, o que sofreu maior variação durante o ano de 2019 foi o de alimentação e bebidas, com alta de 3,38%.
Ainda, o número divulgado sobre o mês de dezembro (1,15%) foi o maior para o período desde 2002, ano que foi registrada uma taxa de 2,1%.
Para 2020, a previsão do Banco Central aponta para um IPCA com alta acumulada de 3,7%.
Essa projeção parte da ideia de que a taxa de juros (Selic) deve continuar estável, em torno de 5% ao ano, e a taxa de câmbio posicionando o dólar por volta de R$ 4,20.
O resultado foi 0,8 ponto percentual acima dos 2,95% registrados em 2017.
Veja na tabela abaixo a evolução do índice IPCA ao longo de 2018:
Mês
IPCA mensal (%)
IPCA acumulado (%)
Dezembro/2018
0,15
3,75
Novembro/2018
-0,21
4,05
Outubro/2018
0,45
4,56
Setembro/2018
0,48
4,53
Agosto/2018
-0,09
4,19
Julho/2018
0,33
4,48
Junho/2018
1,26
4,39
Maio/2018
0,40
2,86
Abril/2018
0,22
2,76
Março/2018
0,09
2,68
Fevereiro/2018
0,32
2,84
Janeiro/2018
0,29
2,86
Histórico do IPCA em 2018 – Fonte: IBGE
Outros Índices e sua Relação com o IPCA
O IPCA não está sozinho. Muitas vezes, ele é influenciado por outros índices ou possui indicadores subjacentes, que são utilizados como fator de comparação ou para precificar outras áreas, como aluguéis e os juros base da economia.
Como investidor e consumidor, é fundamental estar atento para evitar as ciladas da inflação e para saber para onde o seu dinheiro está indo.
Conheça agora outros índices relacionados ao IPCA:
IPCA X Selic (taxa básica de juros)
A partir do IPCA, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) verifica se o Governo Federal atingiu ou não as metas de inflação.
De acordo com o resultado do IPCA, o Copom pode baixar, manter ou elevar a taxa de juros do Brasil – a taxa Selic. Essa taxa define quanto o Governo pagará de juros ao pegar dinheiro emprestado do mercado.
A taxa Selic é o principal mecanismo de controle do IPCA no Brasil. Portanto, quando há muito dinheiro em circulação, ela sobe, com o objetivo de frear a inflação.
Quando esse índice cai, pode-se entender que o BC ofereceu um incentivo para aumentar o consumo. Assim, as demais taxas de juros tendem a baixar.
Um exemplo disso é a taxa Selic atual, que está em 4,5%. Após chegar a este patamar, diversas linhas de crédito tiveram os seus juros reduzidos e também as opções de financiamentos aumentaram.
Como o IGPM afeta o IPCA?
O Índice Geral de Preços do Mercado, ou IGPM, é um indicador estabelecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O objetivo de cálculo é o mesmo: medir a variação dos preços ao consumidor final.
Basicamente, esse índice tem influência sobre o IPCA, no sentido de que ele é a taxa principal para o reajuste e precificação dos aluguéis.
Então, se ele subir, os valores dos aluguéis também devem acompanhá-lo. Por entrar no cálculo do IPCA, este tende a aumentar.
IPCA X INPC – Diferenças
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também é calculado mensalmente pelo IBGE, com diversos itens também monitorados pelo IPCA.
Sua principal diferença é que ele considera famílias com renda de até 5 salários mínimos mensais, ou seja, o comportamento dos preços para as famílias com menor poder aquisitivo.
Assim, o INPC é utilizado para reajustes salariais, que é um fator muito importante para a classe dos trabalhadores.
O que é o IPCA-15?
O IPCA tem um primo, o “IPCA-15”, que nada mais é do que uma prévia do IPCA.
Ele é utilizado para o reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Ao contrário do IPCA, ele é medido a partir do meio do mês, do dia 16 ao dia 15 do mês seguinte.
Principais Investimentos Ligados ao IPCA
A melhor maneira de se proteger da inflação é investindo em ativos atrelados ao IPCA.
Todos os investimentos são afetados pelo IPCA.
Afinal, você, como investidor brasileiro, precisa garantir que a sua rentabilidade seja pelo menos superior à inflação do período.
O ganho real, ou seja, deduzida a inflação, taxas e tributos, precisa ser calculado na compra de qualquer ativo. Imagine conseguir um ótimo investimento, mas que, no final, fazendo as contas, faz você perder dinheiro?
Esse é o caso da poupança. Antes, a rainha dos investimentos. Hoje, o bicho papão dos aportes.
Colocar dinheiro na caderneta é sofrer mordidas da inflação diariamente e ter o patrimônio corroído.
Todo o investimento precisa, no mínimo, acompanhar a inflação para garantir o seu poder de compra.
Veja alguns ativos que são afetados positivamente pela alta do IPCA.
Tesouro Direto
Entre as opções do Tesouro Direto, o Tesouro Selic é o título público mais popular por sua segurança e rentabilidade, fazendo com que diversos investidores troquem a poupança e até outros investimentos.
A segurança se deve ao Tesouro Nacional, que emite os títulos. Dessa forma, ao investir no Tesouro, você estará emprestando dinheiro ao Governo. E, assim, é praticamente impossível ficar sem receber juros por isso.
Existe uma variedade de títulos do Tesouro, mas vamos nos ater ao Tesouro Selic e ao Tesouro IPCA+.
O Tesouro Selic traz rendimentos de acordo com a taxa básica de juros, enquanto o IPCA+ paga o índice no período acrescido de uma taxa fixada.
Ambos são ótimos e podem ser utilizados para curto prazo. O Tesouro Selic tem vantagem por sua liquidez diária.
Fundos de Investimento
Outra ótima aplicação, que pode seguir os índices macroeconômicos, são os fundos de Investimento, que destinam a maior parte do capital em renda fixa.
Eles funcionam como um condomínio, no qual diversos investidores confiam o seu patrimônio a um administrador, que faz a gestão e alocação do capital.
Existem diversos tipos de fundos, mas, em geral, eles buscam retornos acima do CDI. Trata-se de um investimento conversador, de baixo risco.
A taxa de administração costuma ser baixa e conta-se com a vantagem de uma gestão profissional.
Letra de Crédito Imobiliário (LCI)
As LCIs são muito semelhantes aos CDBs dos bancos. Eles são títulos emitidos pelas instituições para dar créditos a segmentos específicos, como o imobiliário nesse caso.
Assim como os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), o seu rendimento é baseado no CDI, um índice que costuma seguir de perto a Selic.
O CDI é o índice de juros que um banco paga ao outro quando pega dinheiro emprestado para fechar o seu caixa. Essa é uma operação que acontece diariamente.
Conclusão – Descobriu como o IPCA afeta seus Investimentos?
Acompanhar o índice IPCA é crucial para o seu planejamento financeiro, seja para guardar ou investir dinheiro.
Em resumo, o IPCA é o índice da inflação.
Ele afeta os brasileiros historicamente e, por isso, quem possuir um patrimônio depositado na poupança, precisa modernizar suas formas de investir.
Outra ideia de investimento incerto é a da casa própria. Se você está comprando um imóvel para morar, tenha certeza que está adquirindo um passivo. Principalmente se está financiando o imóvel.
Assim, gera custos como o de manutenção e tributos, além de imobilizar grande parte do seu capital.
Já o ativo é aquilo que traz dinheiro sem esforço para você, como uma aplicação financeira.
Aprenda a investir em conjunto com o IPCA, alocando recursos em ativos que tragam um retorno real.
Se você quer atingir os seus objetivos, é fundamental fazer o seu dinheiro trabalhar para você. Transforme a inflação de vilão para um aliado.
A pandemia do coronavírus mudou não só as nossas vidas como também a forma que as empresas e pessoas operam seu trabalham. O trabalho remoto é uma dessas realidades que estamos enfrentando de cara. Afinal, como podemos continuar engajando equipes de forma remotas?
Entretanto, nós não nos preparamos para trabalhar remotamente, simplesmente mudamos, assim, num curto período de tempo. Quais os impactos disso no engajamento das pessoas?
Acredito que muitas ações imediatas já foram tomadas, agora é o momento de pensar e consolidar este modelo para que tenha maior adaptação possível e não interfira nas atividades da empresa, até que o período de isolamento social tenha passado.
Quero compartilhar pontos de atenção para que o trabalho remoto aconteça de maneira mais efetiva na sua empresa.
Antes de tudo, garanta uma infraestrutura adequada
É ilusório falar de engajamento se temos falhas na estrutura de trabalho. E não estou falando apenas de ter mesa e cadeira adequadas, por mais que isso também seja crucial. Então, como continuar engajando equipes remotas?
As pessoas têm acesso às informações que elas precisam? Tem os equipamentos para fazer ligações, dispositivos móveis e outros recursos para operar seu trabalho? Permissões de acesso no software ou até softwares suficientes?
Se isto está falho, esqueça o restante por enquanto, sua prioridade é garantir que a equipe tenha os recursos necessários para trabalhar. O que a ISO 9001 fala no requisito 7.1.3 Infraestrutura ainda está valendo e precisamos trabalhar para que seja cumprido.
Isso não significa que tem que funcionar da mesma que forma que funcionava antes, apenas que deve gerar conformidade, igual ou melhor antes. Se for menos, teremos uma não conformidade.
Defina rotinas de interação com o seu time
Se você já fazia reuniões diárias, semanais ou mensais, adapte-as para calls e continue fazendo-as, sem negligenciar. Manter as rotinas já estabelecida traz as pessoas ao fluxo natural do trabalho, e ajuda a mantê-las em movimento.
Mas não só fazer o que você fazia, é importante avaliar se precisamos de novas rotinas. Líderes que lidam com trabalho remoto fazem reuniões diárias com o seu time. Não é nada complicado e moroso, é uma conversa rápida de 15min, todos os dias no mesmo horário, onde todos do grupo podem dizer como foi o dia anterior e suas prioridades para o dia atual. Você verá várias vantagens nisso, mas quero destacar duas principais:
estar disponível num tempo previsível onde todos poderão se expressar,
trazer pautas importantes para o dia,
tirar dúvidas do time sobre o trabalho, empresa, ou qualquer outra coisa, e
ter um compromisso assumido e declarado das entregas de todos.
Rotinas como essas ajudam as pessoas a continuarem se sentindo parte do time e até de algo maior.
A mensagem que queremos passar neste momento é: “é um mundo diferente, não sabemos quanto tempo isso vai durar e não temos certeza do que vai acontecer depois, mas agora, quero ter certeza de que todos sintam que têm o que precisa para entregar o melhor de si”.
Estabeleça um desafio comum
O Jeison já falou aqui no blog sobre os pilares que nos ancoramos para superar essa crise. Esse é um objetivo comum que temos e que nos ajuda a estar em movimento! Precisamos nos qualificar, trabalhar duro, sermos criativos para superar esse desafio.
É claro que no meio desse desafio tem um grande cenário de crise, mas o desafio nos coloca em movimento e tem um grande poder de unir as pessoas e seguir engajando equipes remotas! Principalmente se ele está ligado a contribuir e colaborar com as pessoas como clientes, sociedade, enfim.
Estabeleça um desafio comum com o seu time. Pergunte para eles: “qual é nossa melhor contribuição para empresa e sociedade nesse momento de crise?”, ou “quais devem ser nossas prioridades nesse momento?”. Discuta, ouça cada um, estabeleça um ponto comum, uma frase que vai nortear o trabalho e as prioridades durante esse período de isolamento social.
Você vai se surpreender com o potencial do seu time e com a conexão que isso pode trazer para as pessoas.
Confie no seu time
Uma das maiores dores dos líderes nesse período é não poder fazer uma supervisão presencial. Na verdade, isso é um medo disfarçado de dor. Medo da equipe não trabalhar com eficiência, ou estar fazendo corpo mole porque estão nas suas casas, por mais que várias pesquisas provem o contrário.
Garantir o trabalho por estar no mesmo lugar que o seu liderado é o que eu chamo de “falso controle”. A pessoa que não quer entregar vai arrumar um jeitinho de enrolar, longe de você ou na sua frente. Se você não confia na sua equipe, tem algo errado com você ou com seu time. E se você tiver uma boa habilidade de comunicação, conseguirá resolver isso com boas conversas, mesmo remotamente.
No trabalho remoto, a medição de produtividade não está amparada em horas trabalhadas, nós medimos entregas!
Se você tiver um desafio comum claro e alinhado com a estratégia da sua empresa, você pode desdobrá-lo para as pessoas do seu time transformando-o em objetivos e metas. Transforme essas metas em entregas claras como: site no ar, relatório entregue, e-mail enviado, planejamento desenhado, plano de ação concluído, entregar número x de alguma coisa, enfim. Monitore essas entregas diária e semanalmente, isso é uma das formas de seguirmos engajando equipes remotas. Pronto, é isso!
É o que o grande professor Falconi falava no livro “gerenciando a rotina do dia a dia”: defina o trabalho! Torne-o claro e você não terá problemas. Sua equipe vai ficar feliz porque está muito claro o que você espera e o que eles estão entregando. Você dormirá tranquilo.
Dê suporte ao seu time
Por mais que nos deparamos com vários desafios neste momento, existem maneiras muito simples de ajudar seu time. Quero falar um pouco sobre essas maneiras.
Tenha uma rotina de feedbacks
Isso já era para acontecer, mas a caso não aconteça, comece a fazer. Eu sei, eu já falei sobre reuniões diárias onde você encontrará todos da equipe, mas algumas pessoas vão demandar cuidados diferentes, seja pela natureza do trabalho ou até pelo momento que estão passando. Não deixe de acompanhá-las devidamente.
O apoio pode acontecer semanalmente, quinzenalmente e dependendo da situação, diariamente, mas é importante apoiar o time. Sempre foi importante, mas talvez você ainda não tenha se visto como uma “pessoa que ajuda as outras a superarem seus desafios”. Se é preciso estar perto de alguém nesse momento, esteja!
E não se furte de conversas difíceis! É claro que pessoalmente é muito melhor para fazer esse tipo de conversa por conta de toda linguagem corporal e afins, por isso, é importante que essas conversas aconteçam via call com vídeo ligado.
De qualquer forma, prepare-se, seja atencioso, esclareça e repita quantas vezes necessário, reforce com um e-mail se for o caso, mas não procrastine a resolução de conflitos. Feedbacks tem a função de ajudar as pessoas a se desenvolverem e isso a qualquer tempo. Com essa intenção bem alinhada, dará certo.
Lembre-se: você ainda tem a responsabilidade de ajudar o time a se desenvolver!
Ofereça apoio emocional ao time
A entrega do trabalho é essencial neste momento, mas eles não vão entregar o resultado se não estiverem bem psicologicamente. Tenha a atenção ligada no comportamento do time. Perceba as pessoas e aprenda a descobrir quando elas estão bem ou não, ou pelo menos, incentivá-las a falar quando tem problemas.
O líder é um gestor de percepções. (Roberto Tranjan, Metanóia – Propósito nos Negócios)
Fique de olho nas pessoas, observe se elas tem as informações necessárias para trabalhar e se elas estão compartilhando essas informações de maneira apropriada também. Isso ficará mais fácil se você tiver uma ferramenta de comunicação centralizada, ou até, várias ferramentas com objetivos bem definidos e entendidos pela equipe.
Exemplo: usaremos o Telegram para interações e conversas de trabalho, mas vamos ligar uns para os outros, se houver algo urgente. Usaremos o Google Meet para nossas reuniões diárias e mandaremos o link da reunião no Telegram.
Talvez isso não seja suficiente para apoiar o estado emocional das pessoas, e isso é completamente normal.
No trabalho remoto a gente perde as conversas não planejadas que acontecem ao ir buscar um café, ao tomar uma água, e essas influenciam o desempenho na jornada de trabalho.
É um momento de ser criativo. Grupos no whatsapp, ou outras ferramentas mais informais podem ajudar nessa interação. E sim, você DEVE incentivar e trabalhar nisso. Você é o líder!
Promova festas virtuais, almoços, cafés ou happy hours, cada um em sua casa, e falem sobre assuntos que não tem nada a ver com trabalho, isso também é uma forma de continuarmos engajando equipes remotas!
Trabalho remoto ou presencial, estamos falando de pessoas
Por mais que pareça que tudo mudou, no fim, estamos falando de pessoas! O engajamento acontece quando garantimos uma comunicação com foco em criar significado e competência de execução, trazendo as pessoas para se envolverem no resultado do trabalho, participando da decisão. Não é nada novo, nada do que já não falamos aqui.
Eu sei que as coisas não estão acontecendo do jeito que estamos acostumados, mas é uma boa oportunidade de pensar se todas as atividades com as quais estávamos tão preocupados em nossos escritórios são realmente essenciais para ajudar nosso time, não só nesse momento, mas ao longo do tempo.
Essas novas soluções podem estar em teste e correm grande risco de não dar certo na primeira vez. É claro que teremos dificuldades. Mas precisamos ir! Fazer, melhorar, fazer de novo, aprender e seguir. Precisamos continuar engajando equipes remotas!
É o momento de colocarmos nossas melhores competências em prática e viver excelência todos os dias. Nós não vamos errar enquanto tivermos a intenção de ajudar as pessoas a se desenvolverem para entregarem o melhor de si, seja presencial ou remotamente.