Categoria: Finanças

Dicas de gerenciamento e administração de receitas e despesas aplicadas ao mundo dos negócios

  • IGP-M cai para 2,53% em fevereiro, após índice ter chegado a 2,58% em janeiro

    IGP-M cai para 2,53% em fevereiro, após índice ter chegado a 2,58% em janeiro

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou levemente em fevereiro na comparação com janeiro, tendo apresentado taxa de 2,53%, ante 2,58% do primeiro mês de 2021. Com a taxa de fevereiro, o acumulado em 12 meses chegou a 28,94%, de 25,71% nos 12 meses até janeiro. Em 2021, o IGP-M acumula alta de 5,17%. As informações são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

    O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou positivamente em 3,28% no mês de fevereiro, taxa próxima à de janeiro, de 3,38%. A variação acumulada nos 12 meses até fevereiro chegou a 40,11%, de 35,40% no mês passado. O IPA agropecuário passou de deflação de 0,07% em janeiro para alta de 3,68% neste mês, enquanto o IPA industrial desacelerou de 4,84% para 3,12%.

    Apesar da proximidade entre os IPAs de janeiro e fevereiro, o coordenador dos índices de preços da FGV, André Braz, afirmou que “o resultado mostrou que a pressão exercida pelas matérias-primas brutas se espalhou pelas demais classes do IPA, favorecendo o acréscimo das taxas dos grupos de bens intermediários (de 2,54% para 4,67%), influenciada por materiais e componentes para manufatura (de 1,98% para 4,16%) e bens finais (de 1,09% para 1,25%), este influenciado pelo aumento da gasolina, cujo preço subiu 17,43%, ante 6,63% no mês anterior”.

    Ainda no IPA, a taxa das matérias-primas brutas variou 3,72% em fevereiro, após alta de 5,86%, puxada pela desaceleração de itens como o minério de ferro (22,87% para 2,63%), leite in natura (0,24% para -3,35%) e laranja (2,53% para -5,29%).

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) se desacelerou, variando 0,35% em fevereiro, ante taxa de 0,41% em janeiro, e acumulou taxa de 4,83% em 12 meses. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC-M) subiu 1,07%, de 0,93% no mês passado, e acumulou variação de 10,18% nos 12 meses até fevereiro.

    Fonte: Infomoney

  • Entenda o que é CDI e o que isso tem a ver com seus investimentos

    Entenda o que é CDI e o que isso tem a ver com seus investimentos

    Você já ouviu falar do conceito de valor esperado? Pode parecer algo super complexo ou que não tem nada a ver com você. Mas a verdade é que você lida com decisões de valor esperado todos os dias, e de forma automática.

    Valor esperado nada mais é que o quanto que você espera de resultado de alguma ação. Estatisticamente, é a média dos retornos de uma experiência, se você fizer ela inúmeras vezes.

    Valor esperado do tempo no trânsito

    Um exemplo que todos passamos todos os dias é o valor esperado do tempo no trânsito.

    Imagine que você leva cerca de 30 minutos para ir ao trabalho em média.

    As vezes você pega todos os faróis abertos e chega em 15 minutos, mas as vezes (sempre quando você está atrasado) tem um acidente no caminho e você chega em 45 minutos ou mais.

    Como na média o translado demora 30 minutos, o valor esperado deste translado é 30 minutos.

    O risco e o valor esperado

    Usando o exemplo do tempo no trânsito, podemos ilustrar melhor a relação entre risco e valor esperado.

    Você poderia experimentar um caminho novo ao trabalho, ou seja, correr um risco. Mas você nunca faria isso se o seu valor esperado não fosse maior. Isto é, quando você se propõe a tentar um caminho diferente, você tem a expectativa de que irá chegar mais rápido, ou seja, que seu valor esperado será melhor.

    Inconscientemente nós sabemos que para correr mais riscos é preciso ter um valor esperado maior/melhor. Senão não teria porque correr riscos.

    Mas risco não é ruim?

    Risco é um conceito interessante.

    Falamos toda hora dele, mas a verdade é que ele é mal compreendido, e quase sempre mal administrado.

    Mas como o risco pode ser bom?

    Sem riscos, você nunca terá um resultado além do óbvio, ou do esperado. E as vezes o esperado não é suficiente.

    Vamos ao exemplo.

    Risco e o valor esperado no relacionamento

    Um exemplo (um pouco ingênuo) para ilustrar o conceito de risco versus valor esperado, é no momento que alguém deseja conhecer outra pessoa.

    Quem tem a auto estima baixa (tolerância baixa a risco), sempre terá um valor esperado baixo na hora de iniciar uma conversa com alguém. A pessoa sempre achará que o outro não irá se interessar por ela, ou seja, que não adiantará nada iniciar uma conversa. Por isso ele não corre este risco e nunca inicia esta conversa, e o resultado é o óbvio e esperado: nada.

    Já para quem tem a auto estima alta (tolerância alta a risco), é exatamente o inverso. Ele/ela não tem medo de arriscar levar um fora ou ser rejeitado. Isto porque o valor esperado de iniciar a conversa para ele é maior do que ficar parado.

    (Peço desculpas pelo momento “auto ajuda”, mas era só para ilustrar o conceito)

    Bom, agora que você entendeu o conceito, vamos ao que importa: o valor esperado de um investimento.

    Valor mínimo esperado do investimento

    Antes de entrar na relação risco x retorno e valor esperado, vamos deixar claro uma coisa: qual o menor valor esperado que você deve ter para um investimento?

    O menor valor esperado que você deveria esperar em seu investimento é o benchmark sem risco do mercado, ou seja, o famoso CDI.

    Mas o que é CDI?

    CDI significa certificado de depósito interbancário. Em poucas palavras, CDI é a taxa que um banco paga para tomar emprestado dinheiro de outro banco. Lembrando que a taxa do CDI sempre irá acompanhar a taxa Selic (a famosa taxa de juros), definida pelo Copom.

    Ok, muitos detalhes, vamos ao que interessa.

    O que você precisa saber é que o CDI é o mínimo que você deve esperar em um investimento. É o retorno que você consegue sem correr risco e com alta liquidez. Por este motivo, não há porque você optar por um investimento que tenha um valor esperado menor que o CDI, certo?

    Comparando com o exemplo do trânsito: a taxa do CDI equivale aos 30 minutos. Qualquer investimento com retorno esperado abaixo do CDI é equivalente a um caminho alternativo que você espera que demore mais que 30 minutos. Não serve para nada.

    Apesar de soar óbvio, tem muito investimento com valor esperado abaixo do CDI por aí.

    Juros altos controlando inflação: uma consequência do risco x valor esperado

    Não vou entrar muito nesta discussão, porque ela é bem ampla e até um pouco contestada. Mas na teoria (até defendida pelo Banco Central e seu plano de metas), aumentar juros diminui a inflação. Mas por quê?

    A resposta simplificada é porque aumentar juros aumenta o valor esperado mínimo que falamos anteriormente (no caso, o CDI), e por isso desestimula os investimentos na economia real.

    Para o empresário, se um investimento na economia real (ex.: abrir uma loja ou fabricar alguma coisa) não tem um valor esperado maior que o CDI, então vale mais a pena deixar este valor investido, do que arriscar ao abrir um negócio, e poder perder (ou ganhar menos que o CDI).

    Menos investimento na economia real significa menos emprego e menos dinheiro circulando, o que resulta em menor consumo e menor inflação (na teoria).

    Valor esperado do investimento e a relação risco x retorno

    Se um investimento possui risco, o valor esperado do investimento deve compensar este risco.

    Conforme falamos antes, um investimento sem risco deve ter o retorno pelo menos igual ao CDI. Conforme o risco do investimento aumenta, seu valor esperado deve aumentar, senão o investidor não deveria aceitar investir.

    E é isso. O resto são só probabilidades e contas.

    Como calcular o valor esperado

    Calcular o valor esperado é super simples: basta multiplicar a probabilidade de tal evento ocorrer pelo resultado, e ir somando estas multiplicações até o acumulado das probabilidades chegar a 100%. Depois você subtrai o custo e chega no valor esperado.

    A dificuldade disso tudo é saber qual a probabilidade de algo acontecer.

    Em vez de ficar colocando fórmulas aqui, eu vou demonstrar através de exemplos para você entender melhor:

    Valor esperado da Mega Sena

    O custo de apostar na Mega Sena é R$ 3,50.

    A probabilidade de você acertar a Mega Sena é de 1 em 50 milhões. 1/50.063.860 para ser exato, o que dá mais ou menos 0,000002% de chance.

    Agora suponha que quem acerta a Mega Sena leva R$ 100 milhões pra casa (normalmente é menos).

    Então o valor esperado desta aposta antes do custo é R$ 100 milhões * 0,000002% = R$ 2,00. Como o valor esperado de 99,999998% das vezes é zero (quando você não é sorteado), então o valor esperado total antes do custo é R$ 2,00.

    Depois do custo (valor da aposta da Mega Sena), o valor esperado é R$ 2,00 – 3,50 = – R$ 1,50 negativos!

    Isto mesmo, apostar na Mega Sena tem um valor esperado negativo!

    Mas você já sabia isso sem fazer as contas, certo?

     

    Valor esperado de um investimento

    É muito difícil você saber exatamente as probabilidades de um investimento com risco. Mas para nosso exemplo vamos imaginar que isso é possível.

    Imagine as seguintes probabilidades:

    • 30% de chance do investimento retornar 40%
    • 20% de chance do investimento retornar -10%
    • 50% de chance do investimento retornar 10%

    Qual o valor esperado do retorno deste investimento?

    30%*40% + 20%*(-10%) + 50%*10% = 15%

    O valor esperado deste investimento é 15%. Se o valor do CDI for menor que 15%, a princípio valeria a pena fazer este investimento, dependendo da sua tolerância a risco. Mas se o valor do CDI for maior (isto é, sem risco você tem um valor esperado maior), então este investimento não compensa.

    Este artigo falou muito na teoria, porque a prática é muito mais complexa e, por que não falar, emocional.

    Mas a moral da história é simples: O seu investimento deve retornar no mínimo o CDI. Se ele possui algum tipo de risco, ele deve ter um valor esperado maior que o CDI. E o inverso também é válido: Se o investimento render mais que o CDI, ele possui algum tipo de risco.

     

    Fonte: Blog do Investidor

  • CDI 2020 mensal e acumulado

    CDI 2020 mensal e acumulado

    Nesta página você encontra o CDI mensal e acumulado em 2020 até o último mês divulgado.

     

    CDI são títulos emitidos por instituições financeiras com o objetivo de transferir recursos entre Instituições que têm reserva e Instituições que necessitam de capital para repor o seu caixa. É a sigla de Certificados de Depósito Interbancário.

    O CDI é um dos principais indicadores de rendimentos para ativos de renda fixa. Junto com o IPCA, representam a maioria dos indicadores de rendimentos.

    Na tabela abaixo é exibido o CDI nos meses de 2020. Ao lado é possível ver o CDI acumulado até o último mês divulgado.

    . CDI CDI acumulado 2020
    janeiro 2020 0,38% 0,38%
    fevereiro 2020 0,29% 0,67%
    março 2020 0,34% 1,01%
    abril 2020 0,30% 1,31%
    maio 2020 0,25% 1,57%

    Uma forma melhor de visualizar o CDI mensal e acumulado em 2020 é pelo gráfico abaixo.

    CDI 2020 atualizado em maio
    CDI 2020 atualizado em maio

    CDI em 2019

    Já o acumulado de 2019 fico em 5,95%.

    CDI 2019 atualizado em dezembro 2019

    CDI 2019 atualizado em dezembro 2019

    Abraços e sucesso!

     

    Fonte: Foco no Milhão

  • O que é IPCA e como a inflação afeta seus investimentos

    O que é IPCA e como a inflação afeta seus investimentos

    Além de ser o termômetro oficial da inflação, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) pode afetar diretamente boa parte dos investimentos.

    Por isso, entender e acompanhar esse índice é uma das chaves para ser um investidor mais consciente.

    Neste guia, você vai saber como o IPCA funciona na prática e qual a sua relação direta com os seus investimentos.

    Veja só o que preparamos para você:

    • O que é o Índice IPCA?
    • Como o Índice IPCA Funciona e Como Afeta Sua Vida?
    • Qual é a Diferença entre IPCA e IPCA-E?
    • Como é Calculado o IPCA Hoje em 2020
    • IPCA Hoje e dos Últimos 12 Meses? [Tabela]
    • O que Significam as Altas e Baixas no IPCA?
    • O que Faz os Preços e o IPCA Subirem?
    • Quais são as Causas da Inflação?
    • Retrospectiva do IPCA em 2019 e Previsões do IPCA para 2020
    • Outros Índices e sua Relação com o IPCA
    • Principais Investimentos Ligados ao IPCA.

     

    O que é o Índice IPCA?

    O IPCA é o Índice de Preços para o Consumidor Amplo. Esse importante índice é medido mensalmente pelo IBGE para identificar a variação dos preços no comércio.

    Ele é considerado, pelo Banco Central, o índice brasileiro oficial da inflação ou deflação.

     

    Como o Índice IPCA Funciona e Como Afeta Sua Vida?

    Atualmente, temos uma inflação relativamente baixa, o que torna o impacto do IPCA sobre as nossas vidas menos visível.

    Mas ele está ali, ajustando os preços em todas as nossas compras (para cima e para baixo) e afetando até mesmo a rentabilidade dos investimentos.

    Nesse sentido, vale lembrar o período entre as décadas de 80 e 90, onde o índice deu origem ao que se chamava de hiperinflação.

    Na época, era comum que um produto começasse o dia sendo vendido por um valor e terminasse custando bem mais caro.

    E um dos instrumentos utilizados para medir a variação de preços, tanto no passado quanto nos dias de hoje, é o IPCA.

    Assim, ele funciona como um termômetro para a economia brasileira, reunindo informações que ajudam o consumidor a entender o que vai encontrar na hora da compra.

    E também, como mencionamos antes, serve como instrumento de correção de determinadas aplicações financeiras, que têm nele o seu índice de referência.

    Esse é o caso de alguns títulos do Tesouro Direto, sobre os quais vamos falar com mais detalhes ainda neste artigo.

     

    Qual é a Diferença entre IPCA e IPCA-E?

    O IPCA é a medida da variação dos preços mais conhecida no Brasil. Além dele, há outros índices que possuem o mesmo objetivo, mas com metodologias diferentes, como é o caso do IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-Especial).

    Basicamente, esse outro indicador é uma série especial do IPCA que é divulgada pelo IBGE a cada três meses.

    A principal diferença entre o IPCA-E e o IPCA é que o cálculo é feito com base no IPCA-15 do período de referência. Nos próximos tópicos, vamos detalhar mais sobre este outro tipo de medida da inflação.

    Para você ter ideia, o IPCA-E acumulado em 2019 foi de 3,91% – ligeiramente abaixo do IPCA, que finalizou o ano anterior em 4,31%.

    De acordo com a finalidade de uso, esta diferença pode ser crucial na precificação de uma dívida, em investimento ou em taxas de juros cobradas.

     

    Como é Calculado o IPCA Hoje em 2020

    ipca calculo

    O índice IPCA é calculado com base em uma cesta que considera cerca de 350 diferentes itens

    A taxa IPCA reflete o custo de vida para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos residentes em regiões metropolitanas e alguns municípios.

    No cálculo, cada um dos componentes têm o seguinte peso – atualizado pelo IBGE para 2020:

    São Paulo 32,32%
    Belo Horizonte 9,74%
    Rio de Janeiro 9,41%
    Porto Alegre 8,59%
    Curitiba 8,05%
    Salvador 5,99%
    Goiânia 4,16%
    Brasília 4,09%
    Recife 3,93%
    Belém 3,91%
    Fortaleza 3,22%
    Vitória 1,86%
    São Luis 1,62%
    Campo Grande 1,51%
    Aracaju 1,02%
    Rio Branco 0,51%

    Peso de cada região sobre o cálculo do IPCA – Fonte: IBGE

    A coleta de dados para o cálculo do IPCA vai do dia 1º ao dia 30 ou 31 de cada mês, contemplando setores do comércio, prestadores de serviços, domicílios (para verificar valores de aluguel) e concessionárias de serviços públicos.

    Os preços obtidos na pesquisa retratam pagamentos à vista nas seguintes categorias e suas respectivas participações:

    Tipo de gasto Peso
    Transportes 20,8377%
    Alimentação e bebidas 18,988%
    Habitação 15,1593%
    Saúde e cuidados pessoais 13,4575%
    Despesas pessoais 10,5972%
    Comunicação 6,1859%
    Educação 5,9519%
    Vestuário 4,801%
    Artigos de residência 4,0215%

    Peso de cada setor sobre o cálculo do IPCA – Fonte: IBGE

    IPCA e a Inflação Acumulada

    Além do IPCA, calculado e divulgado mensalmente, há outras formas de mensurar o efeito do sobe e desce dos preços em um determinado período. E a chamada inflação acumulada é uma delas.

    Essa análise dá um passo atrás para avaliar as possíveis consequências da oscilação que acontece nos preços em longo prazo.

    Assim, o IPCA acumulado nada mais é do que a soma das taxas de inflação registradas dentro de um determinado período.

    Pode ser ao longo de um ano fiscal (de janeiro a dezembro) ou relativo a um período qualquer de 12 meses consecutivos, como de março de 2019 a fevereiro de 2020, por exemplo.

     

    Como Calcular o IPCA Acumulado em 2020?

    Como  vimos, o IPCA acumulado consiste na média dos IPCAs dos meses considerados. Por se tratar de uma taxa de juros, ele é uma média ponderada.

    Mas há uma forma de saber o seu resultado de forma rápida e eficiente, que é através da Calculadora do Cidadão do Banco Central (BC).

    Assim, basta selecionar o índice de interesse (nesse caso, o IPCA), definir o período de interesse, por exemplo, de 01/18 até 05/18.

    Agora, é preciso informar o valor a ser corrigido. Digamos que seja R$ 100,00. O resultado foi de 1,79%, ou seja, nestes 5 meses, o acumulado foi de 0,79% real.

     

    IPCA hoje e dos Últimos 12 Meses? [Tabela]

    Divulgado pelo IBGE sempre entre a primeira e a segunda semana de todos os meses, o IPCA fechou dezembro de 2019 em alta, marcando 1,15%, contra 0,51% de novembro.

    O acumulado do ano chegou a 4,31%, que é o maior percentual registrado desde 2016.

    Confira abaixo os índices de IPCA mensais e acumulados ao longo dos últimos 12 meses.

    Mês IPCA mensal (%) IPCA acumulado (%)
    Dezembro/2019 1,15 4,31
    Novembro/2019 0,51 3,27
    Outubro/2019 0,10 2,54
    Setembro/2019 -0,04 2,89
    Agosto/2019 0,11 3,43
    Julho/2019 0,19 3,22
    Junho/2019 0,01 3,37
    Maio/2019 0,13 4,66
    Abril/2019 0,57 4,94
    Março/2019 0,75 4,58
    Fevereiro/2019 0,43 3,89
    Janeiro/2019 0,32 3,78

    Histórico do IPCA nos últimos 12 meses – Fonte: IBGE

    Note que, no período de 12 meses, os índices mensais foram pequenos. Inclusive, no mês de setembro de 2019, o IPCA fechou em deflação, ou seja, o seu dinheiro valorizou 0,04%.

    O que Significam as Altas e Baixas no IPCA?

    ipca inflacao alta

    Cem reais de hoje não são os mesmos cem reais de um ano atrás.

    Em termos práticos, quando o IPCA sobe, os itens de consumo do dia a dia costumam sofrer uma elevação de preço, gerando a inflação no período.

    Esse é um pesadelo para brasileiros com lembrança de 1990 a 1994, quando houve a hiperinflação.

    média anual nesse período chegou a 499,2%, segundo matéria do G1. O dinheiro oscilava muito, podendo perder valor muito rápido. Um fogão de brinquedo poderia custar mais do que um de verdade, por exemplo.

    De manhã, a comida tinha um valor. À tarde, outro.

    Era comum nesse tempo pagar e receber em dólar, dada a sua estabilidade. Muitos hábitos de hoje, como as compras do mês, nasceram nessa época.

    Via de regra, quando o IPCA sobe, é preciso de mais dinheiro para poder comprar a mesma coisa, ou seja, cai o poder de compra. Por isso, costuma-se ajustar o salário mínimo e as remunerações. É uma tentativa de equilibrar a balança.

    Caso no mês seguinte o índice seja menor, não significa que haverá redução nos preços, a deflação. Na verdade, isto representa que os preços subiram menos do que no mês anterior.

    Somente se o IPCA for negativo é que teremos deflação, ou seja, a diminuição nos preços.

     

    O que Faz os Preços e o IPCA Subirem?

    o que afeta o ipca

    O Estado é um dos principais desencadeadores da inflação

    Como você já deve ter percebido, o IPCA oscila mensalmente. De acordo com ele, os produtos e serviços podem ser reajustados, ou seja, é uma verdadeira bola de neve.

    Isso pode parecer confuso. Afinal, quem alimenta quem?

    Primeiramente, os produtos e serviços são precificados pela lei da oferta e demanda. Isto é, se algo tem muita procura, mas pouca disponibilidade, o preço dele sobe. Do contrário, ele tende a cair.

    Como o IPCA é calculado com base em uma cesta com cerca de 350 itens, a variação é causada por fatores como resultado de safras, cotação do dólar, clima, custos de produção e de mão de obra.

    Portanto, esse indicador é apenas uma média do quanto o seu dinheiro valorizou ou desvalorizou no período. Provavelmente, haverão produtos que não sofreram muita oscilação de preços.

    Outro fator que também leva à alta do IPCA é a quantidade de dinheiro em circulação. Quando a economia está muito bem, com alto consumo e renda, terá mais moeda no mercado.

    Caso essa quantia não seja controlada, o valor do IPCA geral deve cair, ou seja, o dinheiro perde poder de compra.

    Por isso, o Banco Central estipula a meta de inflação. Através dela, ele utiliza mecanismos de controle para conter o avanço dessa desvalorização. Nos próximos tópicos, vamos explicar este controle funciona.

     

    Quais são as causas da inflação?

    A economia segue uma dinâmica própria e bastante complexa, com oscilações que podem ser respostas a situações sociais, financeiras, geográficas, desastres climáticos, decisões políticas, entre outros fatores.

    Por isso, é difícil apontar com certeza a causa da inflação de maneira universal, sem analisarmos antes o contexto por trás de uma possível alta.

    De modo geral, existem seis cadeias de acontecimentos que podem causar aumentar os preços. São elas:

    • Desequilíbrio dos gastos públicos
    • Cartéis empresariais
    • Inércia do cenário econômico
    • Aumento nos custos de produção
    • Baixas na produção
    • Ajustes de indexação.

    Quando o governo injeta mais dinheiro na economia – seja pela impressão de novas cédulas ou por facilitar a concessão de crédito -, a demanda acaba ultrapassando a oferta e a moeda passa a valer menos.

    Esse desequilíbrio dos gastos públicos acaba causando uma alta nos preços.

    Ainda, a inércia na economia pode levar empresas a acreditarem que um aumento na inflação está por vir – fazendo com que os preços aumentem preventivamente.

    A alta nos preços dos produtos pode vir também de fatores econômicos externos, como a menor importação de insumos, por exemplo, e impulsionar uma alta geral nos preços.

    Pode ser que, por fatores climáticos, a safra de soja necessária para diversos produtos alimentícios seja muito menor do que o esperado – e uma baixa na produção que causa alta nos preços.

    Por fim, é importante lembrar que o IPCA acumulado de um ano geralmente serve como guia para o planejamento do próximo ano fiscal.

    Dessa forma, uma grande inflação no ano anterior acaba levando as empresas a aumentarem seus preços no novo ano.

     

    Retrospectiva do IPCA em 2019 e Previsões do IPCA para 2020

    Como destacamos antes, em 2019, o índice de inflação no Brasil acumulou variação de 4,31%, segundo o IPCA.

    O valor é maior em 0,56% do que o registrado no ano de 2018 e fica acima também da meta de 4,25% estipulada pelo Banco Central para o ano.

    Dentre os nove grupos de produtos e serviços monitorados para o cálculo do índice, o que sofreu maior variação durante o ano de 2019 foi o de alimentação e bebidas, com alta de 3,38%.

    Ainda, o número divulgado sobre o mês de dezembro (1,15%) foi o maior para o período desde 2002, ano que foi registrada uma taxa de 2,1%.

    Para 2020, a previsão do Banco Central aponta para um IPCA com alta acumulada de 3,7%.

    Essa projeção parte da ideia de que a taxa de juros (Selic) deve continuar estável, em torno de 5% ao ano, e a taxa de câmbio posicionando o dólar por volta de R$ 4,20.

    Todos os dados fazem parte do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado pelo Banco Central.

    Relembre a Tabela IPCA de 2018

    Em 2018, a inflação acumulada foi de 3,75%.

    O resultado foi 0,8 ponto percentual acima dos 2,95% registrados em 2017.

    Veja na tabela abaixo a evolução do índice IPCA ao longo de 2018:

    Mês IPCA mensal (%) IPCA acumulado (%)
    Dezembro/2018 0,15 3,75
    Novembro/2018 -0,21 4,05
    Outubro/2018 0,45 4,56
    Setembro/2018 0,48 4,53
    Agosto/2018 -0,09 4,19
    Julho/2018 0,33 4,48
    Junho/2018 1,26 4,39
    Maio/2018 0,40 2,86
    Abril/2018 0,22 2,76
    Março/2018 0,09 2,68
    Fevereiro/2018 0,32 2,84
    Janeiro/2018 0,29 2,86

    Histórico do IPCA em 2018 – Fonte: IBGE

    Outros Índices e sua Relação com o IPCA

    O IPCA não está sozinho. Muitas vezes, ele é influenciado por outros índices ou possui indicadores subjacentes, que são utilizados como fator de comparação ou para precificar outras áreas, como aluguéis e os juros base da economia.

    Como investidor e consumidor, é fundamental estar atento para evitar as ciladas da inflação e para saber para onde o seu dinheiro está indo.

    Conheça agora outros índices relacionados ao IPCA:

    IPCA X Selic (taxa básica de juros)

    A partir do IPCA, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) verifica se o Governo Federal atingiu ou não as metas de inflação.

    De acordo com o resultado do IPCA, o Copom pode baixar, manter ou elevar a taxa de juros do Brasil – a taxa Selic. Essa taxa define quanto o Governo pagará de juros ao pegar dinheiro emprestado do mercado.

    A taxa Selic é o principal mecanismo de controle do IPCA no Brasil. Portanto, quando há muito dinheiro em circulação, ela sobe, com o objetivo de frear a inflação.

    Quando esse índice cai, pode-se entender que o BC ofereceu um incentivo para aumentar o consumo. Assim, as demais taxas de juros tendem a baixar.

    Um exemplo disso é a taxa Selic atual, que está em 4,5%. Após chegar a este patamar, diversas linhas de crédito tiveram os seus juros reduzidos e também as opções de financiamentos aumentaram.

    Como o IGPM afeta o IPCA?

    O Índice Geral de Preços do Mercado, ou IGPM, é um indicador estabelecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O objetivo de cálculo é o mesmo: medir a variação dos preços ao consumidor final.

    Basicamente, esse índice tem influência sobre o IPCA, no sentido de que ele é a taxa principal para o reajuste e precificação dos aluguéis.

    Então, se ele subir, os valores dos aluguéis também devem acompanhá-lo. Por entrar no cálculo do IPCA, este tende a aumentar.

    IPCA X INPC – Diferenças

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também é calculado mensalmente pelo IBGE, com diversos itens também monitorados pelo IPCA.

    Sua principal diferença é que ele considera famílias com renda de até 5 salários mínimos mensais, ou seja, o comportamento dos preços para as famílias com menor poder aquisitivo.

    Assim, o INPC é utilizado para reajustes salariais, que é um fator muito importante para a classe dos trabalhadores.

    O que é o IPCA-15?

    O IPCA tem um primo, o “IPCA-15”, que nada mais é do que uma prévia do IPCA.

    Ele é utilizado para o reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Ao contrário do IPCA, ele é medido a partir do meio do mês, do dia 16 ao dia 15 do mês seguinte.

    Principais Investimentos Ligados ao IPCA

    ipca investimentos

    A melhor maneira de se proteger da inflação é investindo em ativos atrelados ao IPCA.

    Todos os investimentos são afetados pelo IPCA.

    Afinal, você, como investidor brasileiro, precisa garantir que a sua rentabilidade seja pelo menos superior à inflação do período.

    O ganho real, ou seja, deduzida a inflação, taxas e tributos, precisa ser calculado na compra de qualquer ativo. Imagine conseguir um ótimo investimento, mas que, no final, fazendo as contas, faz você perder dinheiro?

    Esse é o caso da poupança. Antes, a rainha dos investimentos. Hoje, o bicho papão dos aportes.

    Colocar dinheiro na caderneta é sofrer mordidas da inflação diariamente e ter o patrimônio corroído.

    Todo o investimento precisa, no mínimo, acompanhar a inflação para garantir o seu poder de compra.

    Veja alguns ativos que são afetados positivamente pela alta do IPCA.

    Tesouro Direto

    Entre as opções do Tesouro Direto, o Tesouro Selic é o título público mais popular por sua segurança e rentabilidade, fazendo com que diversos investidores troquem a poupança e até outros investimentos.

    A segurança se deve ao Tesouro Nacional, que emite os títulos. Dessa forma, ao investir no Tesouro, você estará emprestando dinheiro ao Governo. E, assim, é praticamente impossível ficar sem receber juros por isso.

    Existe uma variedade de títulos do Tesouro, mas vamos nos ater ao Tesouro Selic e ao Tesouro IPCA+.

    O Tesouro Selic traz rendimentos de acordo com a taxa básica de juros, enquanto o IPCA+ paga o índice no período acrescido de uma taxa fixada.

    Ambos são ótimos e podem ser utilizados para curto prazo. O Tesouro Selic tem vantagem por sua liquidez diária.

    Fundos de Investimento

    Outra ótima aplicação, que pode seguir os índices macroeconômicos, são os fundos de Investimento, que destinam a maior parte do capital em renda fixa.

    Eles funcionam como um condomínio, no qual diversos investidores confiam o seu patrimônio a um administrador, que faz a gestão e alocação do capital.

    Existem diversos tipos de fundos, mas, em geral, eles buscam retornos acima do CDI. Trata-se de um investimento conversador, de baixo risco.

    A taxa de administração costuma ser baixa e conta-se com a vantagem de uma gestão profissional.

    Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

    As LCIs são muito semelhantes aos CDBs dos bancos. Eles são títulos emitidos pelas instituições para dar créditos a segmentos específicos, como o imobiliário nesse caso.

    Assim como os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), o seu rendimento é baseado no CDI, um índice que costuma seguir de perto a Selic.

    O CDI é o índice de juros que um banco paga ao outro quando pega dinheiro emprestado para fechar o seu caixa. Essa é uma operação que acontece diariamente.

    Conclusão – Descobriu como o IPCA afeta seus Investimentos?

    como acompanhar o ipca

    Acompanhar o índice IPCA é crucial para o seu planejamento financeiro, seja para guardar ou investir dinheiro.

    Em resumo, o IPCA é o índice da inflação.

    Ele afeta os brasileiros historicamente e, por isso, quem possuir um patrimônio depositado na poupança, precisa modernizar suas formas de investir.

    Outra ideia de investimento incerto é a da casa própria. Se você está comprando um imóvel para morar, tenha certeza que está adquirindo um passivo. Principalmente se está financiando o imóvel.

    Assim, gera custos como o de manutenção e tributos, além de imobilizar grande parte do seu capital.

    Já o ativo é aquilo que traz dinheiro sem esforço para você, como uma aplicação financeira.

    Aprenda a investir em conjunto com o IPCA, alocando recursos em ativos que tragam um retorno real.

    Se você quer atingir os seus objetivos, é fundamental fazer o seu dinheiro trabalhar para você. Transforme a inflação de vilão para um aliado.

     

    Fonte: Blog Rico