Autor: qualitare

  • IGP-M: inflação do aluguel desacelera a 0,66% em agosto e fica abaixo da expectativa do mercado

    IGP-M: inflação do aluguel desacelera a 0,66% em agosto e fica abaixo da expectativa do mercado

    IGPM

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou de 0,78% em julho para 0,66% em agosto, informou nesta segunda-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

    A inflação acumulada pelo índice em 12 meses cedeu de 33,83% para 31,12% no período. O resultado ficou abaixo da mediana de mercado apurada pelo Projeções Broadcast, que indicava alta de 0,78% para o índice. O piso da pesquisa era de variação de 0,45% e o teto, de 1,42%.

    Nas aberturas, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) desacelerou de 0,71% para 0,66%. O indicador acumula alta de 39,97% nos 12 meses encerrados em agosto e de 20,62% em 2021.

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também arrefeceu, de 0,83% em julho para 0,75% em agosto. Em 12 meses, o índice acumula inflação de 8,60% e, em 2021, de 5,05%.

    O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC-M) desacelerou de 1,24% para 0,56% no período. o indicador acumula alta de 17,05% em 12 meses e de 11,37% no ano.

    Três das oito classes de despesa componentes do IPC-M registraram decréscimo em suas taxas de agosto. A principal contribuição foi de Educação, Leitura e Recreação, que passou de 2,16% para 0,53%, puxada por passagem aérea (24,69% para 3,17%).

    Também apresentaram alívio em suas taxas de variação os grupos Habitação (1,66% para 1,05%) e Comunicação (0,00% para -0,11%). Neles, os maiores pesos de itens foram de tarifa de eletricidade residencial (5,87% para 3,26%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,02% para -0,26%).

    Na direção oposta, cinco classes de despesas avançaram em relação a julho, com destaque para Alimentação (0,59% para 1,17%). A maior pressão veio do segmento de hortaliças e legumes, que passou de deflação de 5,13% para inflação de 5,42%.

     

    Saúde e Cuidados Pessoais (-0,07% para 0,42%), Despesas Diversas (0,06% para 0,19%), Transportes (0,73% para 0,76%) e Vestuário (0,26% para 0,29%) também registraram aceleração na passagem de julho para agosto do IPC-M. As maiores influências nesses grupos partiram de plano e seguro de saúde (-1,27% para 0,42%), serviços bancários (0,01% para 0,24%), etanol (-1,26% para 0,70%) e acessórios do vestuário (-0,14% para 0,46%).

    Influências individuais

    Segundo a FGV, os itens que mais contribuíram para o alívio do IPC-M em agosto foram cebola (-14,07% para -14,29%), arroz (-1,79% para -1,89%) e mamão papaia (-0,68% para -6,52%). Combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,02% para -0,26%) e alho (-2,39% para -3,34%) completam a lista.

    As principais influências individuais de alta foram tarifa de eletricidade residencial (5,87% para 3,26%), gasolina (1,44% para 1,55%) e tomate (2,18% para 4,60%), seguidas por gás de botijão (4,05% para 3,34%) e passagem aérea (24,69% para 3,17%).

    IPAs

    Os preços ao produtor industrial tiveram deflação de 1,25% no IGP-M de agosto, após alta de 1,50% em julho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O grupo puxou a desaceleração do IPA-M no período, de 0,71% para 0,66%.

    Em movimento oposto, o IPA-M agropecuário também inverteu o sinal e avançou 5,70% no mês, após registrar deflação de 1,33% em julho.

    O IPA-M acumula inflação de 39,97% nos 12 meses encerrados em agosto, com altas de 47,91% dos preços ao produtor agropecuário e de 37,0% dos preços ao produtor industrial.

    Nas aberturas por estágios de processamento, a desaceleração do índice na margem foi puxada pelas matérias-primas brutas. Os preços do grupo caíram 1,64% em agosto, após alta de 0,09% em julho.

    O recuo da taxa foi puxado pelo minério de ferro (2,70% para -15,32%), bovinos (1,73% para -0,34%) e leite in natura (5,74% para 2,32%). Na outra ponta, ajudaram a conter a deflação do grupo a soja em grão (-5,92% para 7,78%), milho em grão (-4,58% para 10,97%) e café em grão (0,04% para 20,98%).

     

    Os bens finais aceleraram de 1,08% em julho para 2,22% em agosto, puxados pelo subgrupo de alimentos in natura (-1,14% para 8,28%). Os bens intermediários também avançaram, de 1,15% em julho para 2,11% em agosto, pressionados por materiais e componentes para a manufatura (0,11% para 1,68%).

    As matérias-primas brutas acumulam inflação de 48,27% em 12 meses. Nesta base, a alta é de 25,08% para os bens finais e de 45,27% para os bens intermediários.

     

     

     

    Fonte: https://www.infomoney.com.br/economia/igp-m-inflacao-do-aluguel-desacelera-a-066-em-agosto-e-fica-abaixo-da-expectativa-do-mercado/

  • Mercado imobiliário: o que muda no pós-pandemia?

    Mercado imobiliário: o que muda no pós-pandemia?

    Pela primeira vez desde fevereiro de 2020, o mercado imobiliário financeiro volta a registrar alta simultânea de lançamentos e vendas em 12 meses, segundo o indicador da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

    O último trimestre móvel (fevereiro, março e abril de 2021) mostra que a tendência positiva do mercado imobiliário se manteve firme nos primeiros meses do ano e favoreceu, principalmente, a performance do segmento de Médio e Alto Padrão. De acordo com 18 empresas associadas e consultadas, os lançamentos de imóveis somaram 28.470 unidades no período, contribuindo para uma alta de 45% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

    Ao considerar o número de imóveis lançados pelas incorporadas ao longo dos últimos 12 meses, encerrados em abril, o crescimento foi de 13,5% (132.136 imóveis novos), sobre o período precedente. Comparativamente, foram comercializadas 37.227 unidades no último trimestre móvel, o que representa um aumento de 30% em relação ao volume transacionado no mesmo período de 2020.

    Já no acumulado nos últimos 12 meses, as 147.769 unidades comercializadas superaram em 29% as vendas registradas no intervalo anterior. Em paralelo, as vendas líquidas, excluindo-se as unidades distratadas no mesmo período, avançaram 32% no último trimestre móvel e 30% nos últimos 12 meses.

    Entretanto, diante de todos esses dados, o que se pode esperar do segmento no pós-pandemia?

    Como o mercado imobiliário financeiro observa a retomada das atividades presenciais

    Desde março de 2020, o mercado corporativo está atento às transformações causadas nas relações comerciais e sociais devido à Covid-19. Seja pelas normas de biossegurança ou pelo distanciamento social, os indivíduos adotaram hábitos diferentes e os negócios tiveram de se adaptar para não serem engolidos por essa onda de mudanças.

    Com a vacinação avançando em quase todos os países, inclusive no Brasil, os gestores começam a se preparar para uma nova fase que está por vir: o pós-pandemia. “O mercado está bem equilibrado e o ambiente de taxa de financiamento continua bastante favorável, mesmo com uma acomodação da taxa Selic”, afirma Cyro Naufel, diretor institucional do Grupo Lopes. Para o especialista, três pilares ajudaram a fundamentar o setor após a reabertura dos plantões de venda:

    ● Demanda reprimida sólida (que vem de 2014 a 2019);
    ● Nível de estoque confortável desde 2020;
    ● Taxa de juros, fundamental para alavancagem e crescimento do mercado;
    ● Confiança do consumidor à medida que a vacinação aumenta e o atendimento presencial ganha mais espaço.

    Além disso, no caso do setor imobiliário, alguns pontos devem ser levados em consideração, como a implementação e a aderência do home office e do trabalho híbrido, o crescimento do interesse em espaços de coworking e até mesmo o fato de certos colaboradores terem migrado para cidades do litoral ou do interior do estado em busca de maior qualidade de vida.

    Dessa forma, Cyro Naufal tem observado muitas negociações durante a pandemia, principalmente quando se trata de locação comercial. “Buscamos sempre auxiliar locadores e locatários a encontrar a melhor alternativa para ambos, de forma a manter o contrato vigente, considerando o cenário. Esse movimento reforça não apenas a importância da imobiliária, que auxilia na intermediação apresentando dados de mercado que ajudam a balizar as decisões, mas também da livre negociação do setor, possível em função da não definição de um único índice regulatório”, esclarece.

    Segundo o profissional, algumas empresas aproveitaram esta questão do home office para realizar melhorias em sua viabilidade financeira e desmobilizar os escritórios. Mas ainda é muito cedo para se ter um legado definitivo da pandemia ou estabelecer um padrão. “O que percebemos é um esvaziamento de ocupação de escritórios em função disso e de um equilíbrio melhor nas finanças das empresas. Há ainda uma entrega de m² novos de escritórios. Com esse cenário, o que deve acontecer, e é uma característica muito peculiar dos escritórios, é o atingimento de um equilíbrio”, coloca o diretor institucional do Grupo Lopes.

    Isso porque, assim como uma determinada empresa deixa de alugar um espaço caro para equilibrar suas finanças, o preço de locação tende a cair. Outra empresa que antes, em um mercado mais aquecido, não poderia ocupar escritórios nessas regiões, vê nesse movimento uma oportunidade para montar seu escritório a um valor mais acessível, e ocupa o espaço aberto. Então há um movimento, que tende a se equilibrar com o passar do tempo e que deve fazer com que os preços se recuperem novamente em breve.

    Cyro Naufal aposta em um modelo híbrido de trabalho, que se dará de acordo com o ramo de atividade e a posição de cada pessoa dentro das empresas. Com isso, os escritórios podem, em função até de haver uma ocupação mais espaçada, sofrer uma mudança de layout, com redução de espaços em metragem e se converter em espaços de confraternização, atendimento ao cliente e apresentação de report ao invés de serem um local onde as tarefas de fato são realizadas.

    Outro ponto importante a se considerar é que, atualmente, os lançamentos residenciais já acontecem com espaços dedicados para o home office. O projeto e o uso das áreas comuns têm ganhado cada vez mais importância, justamente em concomitância com o cenário vivido nos escritórios.

    Reinvenção é a palavra-chave para as imobiliárias

    As imobiliárias, assim como praticamente em todas as empresas, foram afetadas pelo novo jeito de viver trazido pela pandemia. Com a redução drástica de deslocamentos, principalmente nos centros urbanos, o setor tem investido em alternativas para driblar entraves e se reestruturar.

    “Essa não é a primeira e nem será a última crise vivida em nosso país. As crises fazem parte da história da humanidade moderna e sobreviver a elas é uma questão de preparo, estratégia e cautela. Compreender a dor do cliente e sanar com qualidade, segurança e eficiência é a chave para se manter relevante no cenário atual. Nesse sentido, a versatilidade é muito importante, pois precisamos estar atentos às necessidades de nossos clientes e nos adaptar a elas de forma rápida e assertiva”, salienta o diretor institucional do Grupo Lopes.

    Foi justamente por isso que a empresa criou o Lopes Labs, braço digital da companhia formado por um time de 120 colaboradores especialistas em Inovação, TI, Planejamento e Marketing que atuam como uma rede de inteligência conectada em todo o país. “Vivemos um universo cada vez mais digitalizado, por isso, desenvolvemos ferramentas que nos permitem oferecer uma experiência omnichannel, proporcionando o melhor atendimento também no mundo online. Isso vai muito além de ter uma plataforma digital na qual o cliente pode encontrar opções de imóveis”, pontua.

    “Envolve transformar a jornada do consumidor ao proporcionar uma experiência inovadora e interativa, com a qual é possível resolver todas as etapas do processo de aquisição, venda e locação de imóveis sem precisar sair de casa, contando sempre com o suporte especializado dos corretores”, frisa.

    Estes, inclusive, exercem um papel fundamental no mercado imobiliário, que deve continuar a ser empenhado, com suporte tecnológico: é justamente a junção da tecnologia ao know-how do corretor que garante a excelência no atendimento, de acordo com Cyro Naufal.

    Projeções a médio prazo

    O futuro do mercado imobiliário ainda é incerto, mas é possível, ao analisar estatísticas e o comportamento do consumidor, realizar algumas inferências a médio prazo.

    “Vivemos um cenário inédito, não só no volume de ofertas, mas nas condições de crédito imobiliário. A cada 1% de taxa do financiamento imobiliário que cai, a prestação cai 8%, o que gera uma inserção muito grande de uma camada da população que passa a ser elegível à compra do imóvel – tanto a pessoa que não podia comprar e agora pode, quanto a que vai comprar um imóvel maior pelo mesmo valor de prestação – o que alavanca VGV de compra”, explica Cyro Naufel.

    “Apesar disso, acreditamos que até o final do ano deve haver uma acomodação da taxa de financiamento. Mesmo que a Selic fique entre 5% e 6%, continua sendo um cenário extremamente agressivo e favorável para a atuação do mercado. Tudo isso é uma base para a retomada de um ciclo positivo do mercado imobiliário”, finaliza.

     

     

    Fonte: https://www.consumidormoderno.com.br/2021/07/23/mercado-imobiliario-pandemia/ financeiro financeiro financeiro financeiro financeiro financeiro financeiro financeiro financeiro

     

  • FGV: IGP-M cai 0,04% na 1ª prévia de julho ante 1,24% na 1ª prévia de junho

    FGV: IGP-M cai 0,04% na 1ª prévia de julho ante 1,24% na 1ª prévia de junho

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 0,04% na primeira prévia de julho, após ter avançado 1,24% na primeira prévia de junho, segundo apurou a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o IGP-M acumula uma alta de 15,04%. Em 12 meses, a taxa ficou em 32,74%.

    O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) passou de um avanço de 1,28% no primeiro decêndio de junho para um recuo de 0,38% na mesma prévia de julho.

    Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais desaceleraram de uma alta de 1,51% em junho para aumento de 0,83% em julho, sob contribuição do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 3,30% para 1,31%.

    Os Bens Intermediários passaram de aumento de 2,31% no primeiro decêndio de junho para 1,16% no primeiro decêndio de julho, influenciados pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,60% para -0,06%.

    Já a taxa das Matérias-Primas Brutas passou de uma alta de 0,32% no primeiro decêndio de junho para uma queda de -2,49% no primeiro decêndio de julho. Houve influência do recuo nos itens: soja em grão (de -2,81% para -10,62%), minério de ferro (de 1,90% para -0,63%) e milho em grão (de -3,82% para -9,38%). Na direção oposta, as variações foram mais elevadas em suínos (de -19,40% para 12,86%), bovinos (de 0,25% para 1,84%) e aves (de 3,03% para 5,43%).

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) passou de alta de 0,57% no primeiro decêndio de junho para aumento de 0,58% no primeiro decêndio de julho. Três das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (de -0,69% para 2,11%). O item passagem aérea passou de -7,28% na prévia de junho para 24,57% na prévia de julho.

    Os demais acréscimos ocorreram nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,14% para 0,40%) e Vestuário (de 0,80% para 1,00%), puxados pelos itens artigos de higiene e cuidado pessoal (de -1,15% para 0,28%) e calçados (de -0,44% para 0,62%).

    Os resultados foram mais baixos nos grupos Transportes (de 1,69% para 0,65%), Habitação (de 0,83% para 0,51%), Alimentação (de 0,19% para 0,17%) e Despesas Diversas (de 0,27% para 0,11%). As maiores contribuições partiram dos itens: gasolina (de 3,21% para 0,99%), tarifa de eletricidade residencial (de 1,93% para 0,73%), hortaliças e legumes (de -1,03% para -8,22%) e alimentos para animais domésticos (de 2,00% para 0,93%).

    O grupo Comunicação repetiu a taxa do mês anterior, de 0,05%, sob impacto de itens como mensalidade para internet (de -0,82% para -0,24%) e serviços de streaming (de 0,75% para 0,20%).

    O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou de 2,25% na primeira prévia de junho para 1,68% na primeira prévia de julho.

    Os Materiais, Equipamentos e Serviços passaram de alta de 1,51% em junho para 1,35% em julho. Os Materiais e Equipamentos saíram de 1,46% para 1,47% no período, enquanto Serviços arrefeceram o ritmo de alta de 1,74% para 0,77%.

    A Mão de Obra desacelerou de 3,04% na primeira prévia de junho para 2,03% na prévia de julho…. –

     

     

     

    Fonte: economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2021/07/09/fgv-igp-m-cai-004-na-1-previa-de-julho-ante-124-na-1-previa-de-junho.htm?cmpid=copiaecola

  • Mercado financeiro passa a prever alta de 5% no PIB em 2021 e eleva novamente estimativa de inflação

    Mercado financeiro passa a prever alta de 5% no PIB em 2021 e eleva novamente estimativa de inflação

    Expectativa de inflação passou de 5,82% para 5,90%. Estimativa para taxa básica de juros também aumentou. Previsões fazem parte do relatório Focus, divulgado pelo Banco Central.

    Os analistas do mercado financeiro elevaram novamente a estimativa de inflação em 2021, ao mesmo tempo em que passaram a ver um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5% neste ano.

    As previsões do mercado constam no relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

    No caso do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, os economistas do mercado financeiro subiram a estimativa para o crescimento de 4,85% para 5%. Foi a nona alta seguida do indicador.

    O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

    Para 2022, o mercado baixou a previsão de alta do PIB de 2,20% para 2,10%.

    A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia da Covid-19, que derrubou o PIB em 2020.

    Entretanto, a economia tem mostrado forte reação nos últimos meses com a recuperação da atividade mundial e a alta dos preços das “commodities” (produtos básicos, como alimentos, minério de ferro e petróleo). O mercado também elevou estimativa para taxa básica de juros no fim do ano (veja mais abaixo).

    Inflação
    Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a expectativa do mercado para este ano subiu de 5,82% para 5,90%. Foi a décima primeira alta seguida.

    O centro da meta de inflação, em 2020, é de 3,75%. Pelo sistema vigente no país, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Com isso, a projeção do mercado fica cada vez mais acima do teto do sistema de metas.

    A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia.

    Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016.

    Para 2022, o mercado financeiro manteve em 3,78% a estimativa de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

    Taxa básica de juros
    O mercado financeiro elevou de 6,25% para 6,50% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. Com isso, os analistas passaram a projetar uma alta maior dos juros neste ano.

    Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia foi aumentada pelo BC para 2,75% ao ano. Em maio, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano e, em junho, a taxa avançou ara 4,25% ao ano.

    Para o fim de 2022, os economistas do mercado financeiro mantiveram a expectativa para a taxa Selic em 6,50% ao ano, o que pressupõe estabilidade do juro básico da economia no ano que vem.

    Outras estimativas
    Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 recuou de R$ 5,18 para R$ 5,10. Para o fim de 2022, ficou estável em R$ 5,20 por dólar.
    Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2021 subiu de US$ 68 bilhões para US$ 68,70 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado subiu de US$ 60 bilhões para US$ 60,35 bilhões de superávit.
    Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano recuou de US$ 58,90 bilhões para US$ 58,15 bilhões. Para 2022, a estimativa permaneceu em US$ 67 bilhões.

     

     

    Fonte: G1 – https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/06/21/mercado-financeiro-passa-a-prever-alta-de-5percent-no-pib-em-2021-e-eleva-novamente-estimativa-de-inflacao.ghtml

  • MERCADO FINANCEIRO: EFEITOS DO COVID-19

    MERCADO FINANCEIRO: EFEITOS DO COVID-19

    O mercado financeiro brasileiro sofreu com uma estagnação nos últimos meses causada pelos efeitos da pandemia da COVID-19, que comprometeu principalmente a economia e a manutenção de inúmeros negócios em nosso país.

    Atualmente, adotam-se medidas preventivas que viabilizam que todo o ramo empresarial possa estar retornando às suas atividades, como capacidade de funcionários e clientes reduzidas e com a adoção do uso obrigatório de máscaras e álcool gel em todos os estabelecimentos.

    Fato é que, mesmo com este retorno gradual das atividades empresariais, a economia em si sofreu um impacto tamanho que não será do dia para a noite que irá se restaurar e estabilizar novamente.

    Em que pese termos projeções positivas do mercado financeiro para o próximo ano, essa reestruturação econômica irá demandar um empreendimento significativo de todos os âmbitos empresariais, desde o micro empreendedor até às grandes empresas que dominam o mercado em nível nacional.

    Esta diligência conjunta que deverá ter entre todos os segmentos empresariais, bem como os efeitos da crise financeira, isto é, a incerteza dos negócios e a imprevisibilidade contratual, afetarão e já vem afetando significativamente a forma em que se negocia, principalmente no que diz respeito à segurança jurídica e às garantias contratuais que estabelecerão um maior conforto para ambas as partes na hora de compor um acordo, realizar uma alienação, uma permuta ou qualquer outro negócio jurídico.

    Sabe-se que os gráficos econômicos, por mais otimistas que sejam, refletem unicamente uma projeção para o futuro do mercado financeiro e o que ditará a concretização ou não desta projeção é, principalmente, a cooperação mútua entre todos os ramos empresariais para tornar viável o restabelecimento da economia.

    É claro que todos estão sujeitos à fatores externos e totalmente alheios à vontade humana que podem comprometer ou simplesmente dificultar esta diligente reestruturação financeira, como alterações climáticas ou até mesmo, como é o caso atual, a instauração de estado pandêmico.

    Não há como prevermos se haverá ou não algum outro fator externo que irá interferir na economia significativamente, mas é plenamente viável a prevenção e a busca pela segurança jurídica, principalmente por meio dos dispositivos que os legisladores já previram, como o que temos no Código Civil, ou por meio das alterações e inovações legislativas que vêm sendo objeto de discussão no Congresso Nacional.

    Além das cláusulas e de medidas preventivas que já são adotadas e estão sendo intensificadas nesta época pandêmica, outros procedimentos como renegociação de dívidas e demais soluções judiciais e extrajudiciais estão sendo cada vez mais procuradas a fim de preservar todo o patrimônio da pessoa física e jurídica que eventualmente possa estar comprometido.

    O zelo e o cuidado para evitar as gravosas consequências de um negócio jurídico que pode restar frustrado estarão em primeiro lugar nas negociações a partir de agora.

    Para concretizar isso, um assessoramento jurídico excepcional é imprescindível para garantir, além da efetividade do negócio jurídico, a prevenção para qualquer evento que possa vir comprometer a saúde financeira de uma empresa e, assim, além de preservar o individual, possa contribuir, consequentemente, com o soerguimento da economia à nível nacional, que beneficiará incontestavelmente a todos.