Tag: IGPM

  • IGP-M: entenda como funciona o ‘índice de inflação do aluguel’

    IGP-M: entenda como funciona o ‘índice de inflação do aluguel’

    Os economistas têm à disposição alguns indicadores para calcular a inflação. Entre os mais usados está o IGP-M. O índice ficou conhecido como “inflação do aluguel” porque é geralmente utilizado para atualizar os preços dessa modalidade de gastos das famílias e das empresas. Mas o indicador não se resume a isso.

    Assim como o IPCA, ele é um termômetro dos preços de toda a economia real, além de impactar os investimentos. Confira, em detalhes, o que é exatamente o IGP-M, como ele é calculado e utilizado e as suas particularidades em relação ao índice oficial de inflação.

     

    O que é IGP-M?

    IGP-M é o Índice Geral de Preços de Mercado, calculado mensalmente pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), órgão da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Além dos cálculos mensais, o índice também produz projeções divulgadas a cada 10 dias.

    O IGP-M é um desdobramento do Índice Geral de Preços (IGP), criado em 1947 pela mesma FGV, dedicado a registrar as variações de preços de matérias-primas agropecuárias e industriais, de produtos intermediários e de bens e serviços finais.

    A partir do IGP surgiu o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) e o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A diferença entre eles está no período de coleta das informações para cálculo do índice.

    O IGP-M é o índice que avalia a oscilação dos preços no mercado do dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês de referência. O IGP-DI e o IGP-10 serão explicados mais adiante.

    Para que serve o IGP-M?

    O IGP-M é um dos indicadores que serve para medir a inflação do país, ou seja, a oscilação de preços de produtos e serviços. É importante lembrar que o IPCA também faz isso, mas há diferenças nas metodologias entre eles.

    O IGP-M é mais usado em algumas situações específicas, principalmente para corrigir preços nos valores de contratos de aluguel e de energia elétrica. Outras situações nas quais o IGP-M também costuma ser usado é na atualização de tarifas públicas, planos de saúde, seguros e mensalidades escolares e de universidades.

    Como o IGP-M é calculado?

    Para calcular o IGP-M de um determinado mês, o Ibre começa a analisar os preços a partir do dia 21 do mês anterior e conclui no dia 20 do mês de referência. Os setores em que os preços são avaliados são construção civil, indústria, agricultura, serviços de moradia e varejo.

    Antes de o instituto calcular o IGP-M, ele calcula três subíndices, que são IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado), IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) e INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado).

    Esses três subíndices têm pesos diferentes quando são reunidos para formar o IGP-M, para que os setores que mais impactam nos preços ganhem maior relevância na hora do cálculo final. Entenda melhor sabendo o que significa cada um desses três subíndices.

    Quais as diferenças entre IPA-M, IPC-M e INCC-M, os subíndices que compõem o IGP-M?

    O IPA-M é o Índice de Preços por Atacado, que acompanha a oscilação dos preços no comércio atacadista, tanto no setor industrial quando no agropecuário. Simplificando, trata-se, portanto, do índice que mede o preço dos produtos vendidos no atacado pelo agronegócio e pela indústria nacional. Esse subindicador está focado, portanto, em avaliar o preço dos produtos antes de ele chegar na gôndola da loja ou do supermercado.

    Já o IPC-M ou Índice de Preços ao Consumidor mede o consumo e, por isso, é o mais parecido com o IPCA. Ele avalia a inflação em áreas como habitação, educação, saúde, vestuário, lazer, transporte, entre outras.

    O INCC-M é o Índice Nacional de Custo da Construção e avalia custos envolvidos na construção de moradias, medindo a oscilação de preços de produtos como materiais de construção e custo de mão de obra especializada nesse setor.

    Esses índices, juntos, compõem o IGP-M, mas a maior parte do indicador é composto pelo IPA-M, que compõe 60% do IGP-M. Outros 30% estão relacionados ao IPC-M. Por fim, o INCC-M é responsável por 10% da composição do indicador macro.

    Assim sendo, o IGP-M considera com maior peso a oscilação de preços antes de ela chegar ao consumidor, depois, a inflação no varejo e, por último, os preços envolvidos na construção.

    Quais as diferenças entre IGP-M e IPCA?

    Para quem conhece o IPCA, vai identificar que a finalidade é a mesma do IGP-M: medir a inflação do país ao longo do tempo. Mas a composição de ambos é diferente. O IGP-M, como foi explicado no tópico acima, avalia a oscilação de preços nas etapas anteriores ao consumo, ou seja, ao longo da cadeia produtiva, nas relações entre produtores, distribuidores, varejistas e outros participantes, antes de chegar ao consumidor final. Já o IPCA foca na última etapa, a do consumo.

    Além disso, é importante destacar que o IGP-M cobre também preços relacionados especificamente à construção de moradias. Por isso, ele é mais utilizado para ajustar aluguéis e parcelas de financiamento de imóveis, como será explicado mais adiante.

    O IPCA é utilizado pelo Banco Central como índice oficial para medir a inflação e ajustar a taxa básica de juros, a Selic. Ele é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma autarquia do Governo Federal. Já o IGP-M é calculado pela FGV, que é uma instituição privada.

    Qual a diferença entre IGP-M, IGP-10 e IGP-DI?

    O IGP-M é um dos indicadores que surgiram a partir do IGP. Os outros são o IGP-10 e o IGP-DI. A diferença entre os três é o período no qual os preços são apurados. No IGP-M, os preços são avaliados entre os dias 21 e 20 do mês seguinte. No IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10), as informações são coletadas entre os dias 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência. No IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), a pesquisa é feita entre o primeiro dia e o último dia do mês.

    Como o IGP-M impacta o preço dos aluguéis?

    O IGP-M também é conhecido como inflação do aluguel porque sua principal função, geralmente, é corrigir os preços desse serviço. Além do valor de locação de um imóvel, o IGP-M também é usado na atualização das tarifas do financiamento imobiliário.

    Para calcular o valor a ser ajustado na parcela, o setor imobiliário utiliza o IGP-M acumulado ou IGP-M anual. Ou seja, o valor acumulado ao longo dos 12 meses do IGP-M até a data de assinatura do contrato será o utilizado para atualizar o preço do aluguel. Com relação aos financiamentos imobiliários, o índice será aplicado somente quando a moradia estiver pronta.

    Para calcular o IGP-M acumulado que incidirá sobre a mensalidade do aluguel ou do financiamento é possível recorrer à Calculadora do Cidadão, disponibilizada pelo Banco Central em seu site.

    Como o IGP-M se relaciona com os investimentos?

    Assim como o IPCA, o IGP-M não é um produto financeiro e, por isso, não existe investimento no índice. Porém, os dois indicadores são utilizados como indexadores de alguns investimentos em renda fixa, que se beneficiam da alta da inflação, como o Tesouro IGP-M, por exemplo, anteriormente chamado de Nota do Tesouro Nacional Série C (NTN-C). Outros títulos públicos e as letras de crédito (LCI e LCA) também são investimentos que aumentam seu rendimento conforme a inflação sobe. Ainda que o IGP-M não influencie esses investimentos, ele serve como termômetro para identificar tendências de alta ou baixa nessas aplicações.

    T

     

    Fonte: CNN Brasil

  • FGV: IGP-M cai 0,04% na 1ª prévia de julho ante 1,24% na 1ª prévia de junho

    FGV: IGP-M cai 0,04% na 1ª prévia de julho ante 1,24% na 1ª prévia de junho

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 0,04% na primeira prévia de julho, após ter avançado 1,24% na primeira prévia de junho, segundo apurou a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o IGP-M acumula uma alta de 15,04%. Em 12 meses, a taxa ficou em 32,74%.

    O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) passou de um avanço de 1,28% no primeiro decêndio de junho para um recuo de 0,38% na mesma prévia de julho.

    Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais desaceleraram de uma alta de 1,51% em junho para aumento de 0,83% em julho, sob contribuição do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 3,30% para 1,31%.

    Os Bens Intermediários passaram de aumento de 2,31% no primeiro decêndio de junho para 1,16% no primeiro decêndio de julho, influenciados pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,60% para -0,06%.

    Já a taxa das Matérias-Primas Brutas passou de uma alta de 0,32% no primeiro decêndio de junho para uma queda de -2,49% no primeiro decêndio de julho. Houve influência do recuo nos itens: soja em grão (de -2,81% para -10,62%), minério de ferro (de 1,90% para -0,63%) e milho em grão (de -3,82% para -9,38%). Na direção oposta, as variações foram mais elevadas em suínos (de -19,40% para 12,86%), bovinos (de 0,25% para 1,84%) e aves (de 3,03% para 5,43%).

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) passou de alta de 0,57% no primeiro decêndio de junho para aumento de 0,58% no primeiro decêndio de julho. Três das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (de -0,69% para 2,11%). O item passagem aérea passou de -7,28% na prévia de junho para 24,57% na prévia de julho.

    Os demais acréscimos ocorreram nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,14% para 0,40%) e Vestuário (de 0,80% para 1,00%), puxados pelos itens artigos de higiene e cuidado pessoal (de -1,15% para 0,28%) e calçados (de -0,44% para 0,62%).

    Os resultados foram mais baixos nos grupos Transportes (de 1,69% para 0,65%), Habitação (de 0,83% para 0,51%), Alimentação (de 0,19% para 0,17%) e Despesas Diversas (de 0,27% para 0,11%). As maiores contribuições partiram dos itens: gasolina (de 3,21% para 0,99%), tarifa de eletricidade residencial (de 1,93% para 0,73%), hortaliças e legumes (de -1,03% para -8,22%) e alimentos para animais domésticos (de 2,00% para 0,93%).

    O grupo Comunicação repetiu a taxa do mês anterior, de 0,05%, sob impacto de itens como mensalidade para internet (de -0,82% para -0,24%) e serviços de streaming (de 0,75% para 0,20%).

    O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou de 2,25% na primeira prévia de junho para 1,68% na primeira prévia de julho.

    Os Materiais, Equipamentos e Serviços passaram de alta de 1,51% em junho para 1,35% em julho. Os Materiais e Equipamentos saíram de 1,46% para 1,47% no período, enquanto Serviços arrefeceram o ritmo de alta de 1,74% para 0,77%.

    A Mão de Obra desacelerou de 3,04% na primeira prévia de junho para 2,03% na prévia de julho…. –

     

     

     

    Fonte: economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2021/07/09/fgv-igp-m-cai-004-na-1-previa-de-julho-ante-124-na-1-previa-de-junho.htm?cmpid=copiaecola

  • IGP-M cai para 2,53% em fevereiro, após índice ter chegado a 2,58% em janeiro

    IGP-M cai para 2,53% em fevereiro, após índice ter chegado a 2,58% em janeiro

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou levemente em fevereiro na comparação com janeiro, tendo apresentado taxa de 2,53%, ante 2,58% do primeiro mês de 2021. Com a taxa de fevereiro, o acumulado em 12 meses chegou a 28,94%, de 25,71% nos 12 meses até janeiro. Em 2021, o IGP-M acumula alta de 5,17%. As informações são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

    O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou positivamente em 3,28% no mês de fevereiro, taxa próxima à de janeiro, de 3,38%. A variação acumulada nos 12 meses até fevereiro chegou a 40,11%, de 35,40% no mês passado. O IPA agropecuário passou de deflação de 0,07% em janeiro para alta de 3,68% neste mês, enquanto o IPA industrial desacelerou de 4,84% para 3,12%.

    Apesar da proximidade entre os IPAs de janeiro e fevereiro, o coordenador dos índices de preços da FGV, André Braz, afirmou que “o resultado mostrou que a pressão exercida pelas matérias-primas brutas se espalhou pelas demais classes do IPA, favorecendo o acréscimo das taxas dos grupos de bens intermediários (de 2,54% para 4,67%), influenciada por materiais e componentes para manufatura (de 1,98% para 4,16%) e bens finais (de 1,09% para 1,25%), este influenciado pelo aumento da gasolina, cujo preço subiu 17,43%, ante 6,63% no mês anterior”.

    Ainda no IPA, a taxa das matérias-primas brutas variou 3,72% em fevereiro, após alta de 5,86%, puxada pela desaceleração de itens como o minério de ferro (22,87% para 2,63%), leite in natura (0,24% para -3,35%) e laranja (2,53% para -5,29%).

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) se desacelerou, variando 0,35% em fevereiro, ante taxa de 0,41% em janeiro, e acumulou taxa de 4,83% em 12 meses. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC-M) subiu 1,07%, de 0,93% no mês passado, e acumulou variação de 10,18% nos 12 meses até fevereiro.

    Fonte: Infomoney