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  • Imóvel para investimento vale a pena?

    Imóvel para investimento vale a pena?

    Não resta dúvidas de que o mercado imobiliário está crescendo bastante nos últimos tempos. Mas mesmo com esse tipo de aplicação em alta, surgem incertezas de quando vale a pena adquirir um imóvel para investimento. Afinal, existe um momento ideal?

    O que sabemos é que hoje existem diferentes alternativas para quem quer comprar um imóvel. Os novos bancos digitais e fintechs chegaram para trazer praticidade e rapidez na aquisição de crédito, oferecendo modalidades com juros baixos e parcelas a longo prazo, como é o caso do empréstimo com garantia de imóvel.

    Nesse texto você conhece algumas dicas fundamentais que podem te ajudar na hora de aplicar o seu dinheiro no setor imobiliário. Acompanhe!

    Região

    Pode parecer sem importância pensar na região onde o imóvel que você deseja investir estará, mas não é. É fundamental que você observe com cautela a região onde o mesmo está localizado. Isso porque, dessa forma, você fica sabendo se o local tem ou não chances de valorização futuramente.

    Dentre os fatores que você precisa avaliar antes de se decidir se vale a pena ou não investir em um imóvel, podemos elencar:

    • Analise os planos do poder público para a região
    • Veja se existe a possibilidade de construção de metrôs, praças, pontos de ônibus e hospitais no local
    • Observe se há projetos de iniciativa privada na região, como shoppings centers e escolas

    Uma dica é olhar os bairros que ficam próximos à região central da cidade. Isso porque esses bairros, normalmente, são os que possuem uma chance maior de ocupação e valorização.

    Juros baixos

    Certamente, você já esperava que esse item estivesse neste artigo. Afinal, quem gostaria de investir em um imóvel quando os juros estiverem lá em cima? Obviamente que ninguém, não é mesmo? Por isso, na hora de pensar em tal investimento, verifique antes como estão os juros do mercado.

    Com juros baixos, também existe a chance de as instituições financeiras cortarem as taxas de crédito imobiliário, o que garante mais uma vantagem para o seu investimento. Ou seja, se as condições do mercado estiverem assim, invista porque as chances de lucro são bem altas.

    Comprar na baixa para vender na alta

    Certamente, investir em imóveis nesse caso sempre será lucrativo. Basicamente, você só precisa se lembrar da lei da oferta e da procura. Se não houver procura, consequentemente, os preços vão cair e você conseguirá investir em imóveis com valores abaixo do mercado.

    Em contrapartida, quando o cenário muda, é a sua chance de obter lucro, vendendo o imóvel com um preço maior do que quando você comprou. Impossível existir chance melhor do que essa para obter lucros extraordinários.

    Alternativa aos bancos

    Existem muitos jovens que já pensam em investir para obter lucro, mas não possuem capital para isso. Imóveis costumam ser investimentos caros e que precisam de um bom planejamento e maturidade para que os lucros sejam positivos.

    Por isso, se você não possui uma boa quantia ou uma boa estabilidade financeira, talvez esse não seja o momento para você investir em imóveis. Você pode procurar outras aplicações para investir o seu dinheiro, como por exemplo o Tesouro Direto. Para quem está iniciando no mundo dos investimentos, essa pode ser a opção mais indicada.

    Em quais imóveis investir?

    Agora que você já sabe quando é o momento ideal de adquirir um imóvel para investimento, vamos continuar. Iremos explicar os diferentes tipos de imóveis que há no mercado para você aplicar seu dinheiro. Afinal, se engana quem acha que só pode investir em casa ou apartamento.

    Invista em terrenos

    Os terrenos são grandes geradores de riqueza. Há pessoas que compram terrenos por preços baixíssimos e os vendem, anos depois, por milhões. A dica é investir em terrenos no entorno de grandes capitais. A longo prazo você poderá ter um alto lucro, por conta da expansão do local.

    Invista em imóveis na planta

    Esse é outro tipo de investimento que muitas pessoas fazem. Compram imóveis na planta para revendê-los depois que as obras forem iniciadas. Só não esqueça de analisar o imóvel corretamente antes de comprá-lo com esse intuito. Isso porque não são todos os imóveis na planta que garantem essa vantagem para você.

    Invista em imóveis usados

    Sempre há casas ou apartamentos que são menosprezados pelo consumidor final. Se você for um bom investidor, você poderá identificar as melhores oportunidades para reformar esse imóvel e vendê-lo com um retorno lucrativo em um curto prazo. O segredo, como sempre, é apenas saber aproveitar as oportunidades.

    Invista em imóveis para locação

    O segredo para obter lucro com este tipo de imóvel é saber escolher corretamente. Afinal, existem muitas oportunidades em segmentos distintos, como salas comerciais, galpões, hotelaria, casa de veraneio… conhecendo cada um desses negócios, você poderá ter um lucro absurdamente alto.

    Esperamos que você tenha entendido quando adquirir um imóvel para investimento e quais são os tipos de imóveis que você pode aplicar o seu dinheiro. Agora é com você, decida quais são as melhores opções para o objetivo que você deseja atingir e bons lucros.

    Fonte: https://www.jornalcruzeiro.com.br/geral/economia/2021/10/681887-imovel-para-investimento-vale-a-pena.html

  • Na contramão da Selic, Caixa Econômica reduz juros para financiamento imobiliário

    Na contramão da Selic, Caixa Econômica reduz juros para financiamento imobiliário

    SÃO PAULO – A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (15) a redução de suas taxas de juros para o financiamento imobiliário.

    O movimento vai na contramão do aumento da taxa básica de juros, a Selic, que tem sido consecutivamente elevada pelo Banco Central (BC) de forma a controlar a alta da inflação.

    Com a mudança, clientes poderão contratar o crédito imobiliário da instituição financeira com taxas a partir de 2,95% ao ano, somadas à remuneração da poupança, o que representa queda de 0,4 ponto percentual em relação aos patamares atuais.

    Segundo a Caixa, os clientes poderão realizar as simulações com as novas condições a partir do dia 4 de outubro. As contratações se iniciam no dia 18 do mesmo mês.

    “Com a redução, a Caixa apresenta aos clientes as melhores condições de financiamento imobiliário do mercado, por meio da modalidade Poupança Caixa: menor taxa e maior prazo, com até 35 anos para pagamento, além da opção de carência de seis meses para início da parcela de juros e amortização”, escreve a instituição financeira, em nota à imprensa.

    No começo da semana, o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, já havia adiantado a redução nas taxas. “A Caixa vai reduzir os juros. Não tá aumentando a Selic? Então, a Caixa Econômica Federal, com um lucro que nunca teve, sem roubar, vai diminuir os juros da casa própria”, disse na segunda-feira (13).

    No segundo trimestre deste ano, a Caixa teve lucro líquido de R$ 6,3 bilhões, aumento de 144,7% em relação ao apresentado um ano antes e de 36,6% na comparação trimestral. O lucro do trimestre foi o maior resultado do período em toda a série histórica do banco.

    De acordo com a Caixa, o bom desempenho foi motivado por margens financeiras melhores, além da redução com os gastos que o banco tem para se proteger da inadimplência. Por sua vez, as receitas de serviços também melhoraram no período em meio ao cenário de retomada da economia brasileira.

    Atualmente, a carteira de crédito habitacional da Caixa soma um volume R$ 534,6 bilhões e supera os 5,8 milhões de contratos, o que representa 67,1% de todo o financiamento imobiliário concedido no país. O dado representa um crescimento de 20,4% em comparação com o registrado em 2018.

    Segundo a Caixa, somente em agosto de 2021, mês de maior contratação na história da Caixa, foram R$ 14,01 bilhões em novos contratos, sendo R$ 9,04 bilhões com recursos SBPE.

     

     

    FONTE: INFOMONEY.COM.BR

  • IGP-M: entenda como funciona o ‘índice de inflação do aluguel’

    IGP-M: entenda como funciona o ‘índice de inflação do aluguel’

    Os economistas têm à disposição alguns indicadores para calcular a inflação. Entre os mais usados está o IGP-M. O índice ficou conhecido como “inflação do aluguel” porque é geralmente utilizado para atualizar os preços dessa modalidade de gastos das famílias e das empresas. Mas o indicador não se resume a isso.

    Assim como o IPCA, ele é um termômetro dos preços de toda a economia real, além de impactar os investimentos. Confira, em detalhes, o que é exatamente o IGP-M, como ele é calculado e utilizado e as suas particularidades em relação ao índice oficial de inflação.

     

    O que é IGP-M?

    IGP-M é o Índice Geral de Preços de Mercado, calculado mensalmente pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), órgão da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Além dos cálculos mensais, o índice também produz projeções divulgadas a cada 10 dias.

    O IGP-M é um desdobramento do Índice Geral de Preços (IGP), criado em 1947 pela mesma FGV, dedicado a registrar as variações de preços de matérias-primas agropecuárias e industriais, de produtos intermediários e de bens e serviços finais.

    A partir do IGP surgiu o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) e o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A diferença entre eles está no período de coleta das informações para cálculo do índice.

    O IGP-M é o índice que avalia a oscilação dos preços no mercado do dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês de referência. O IGP-DI e o IGP-10 serão explicados mais adiante.

    Para que serve o IGP-M?

    O IGP-M é um dos indicadores que serve para medir a inflação do país, ou seja, a oscilação de preços de produtos e serviços. É importante lembrar que o IPCA também faz isso, mas há diferenças nas metodologias entre eles.

    O IGP-M é mais usado em algumas situações específicas, principalmente para corrigir preços nos valores de contratos de aluguel e de energia elétrica. Outras situações nas quais o IGP-M também costuma ser usado é na atualização de tarifas públicas, planos de saúde, seguros e mensalidades escolares e de universidades.

    Como o IGP-M é calculado?

    Para calcular o IGP-M de um determinado mês, o Ibre começa a analisar os preços a partir do dia 21 do mês anterior e conclui no dia 20 do mês de referência. Os setores em que os preços são avaliados são construção civil, indústria, agricultura, serviços de moradia e varejo.

    Antes de o instituto calcular o IGP-M, ele calcula três subíndices, que são IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado), IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) e INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado).

    Esses três subíndices têm pesos diferentes quando são reunidos para formar o IGP-M, para que os setores que mais impactam nos preços ganhem maior relevância na hora do cálculo final. Entenda melhor sabendo o que significa cada um desses três subíndices.

    Quais as diferenças entre IPA-M, IPC-M e INCC-M, os subíndices que compõem o IGP-M?

    O IPA-M é o Índice de Preços por Atacado, que acompanha a oscilação dos preços no comércio atacadista, tanto no setor industrial quando no agropecuário. Simplificando, trata-se, portanto, do índice que mede o preço dos produtos vendidos no atacado pelo agronegócio e pela indústria nacional. Esse subindicador está focado, portanto, em avaliar o preço dos produtos antes de ele chegar na gôndola da loja ou do supermercado.

    Já o IPC-M ou Índice de Preços ao Consumidor mede o consumo e, por isso, é o mais parecido com o IPCA. Ele avalia a inflação em áreas como habitação, educação, saúde, vestuário, lazer, transporte, entre outras.

    O INCC-M é o Índice Nacional de Custo da Construção e avalia custos envolvidos na construção de moradias, medindo a oscilação de preços de produtos como materiais de construção e custo de mão de obra especializada nesse setor.

    Esses índices, juntos, compõem o IGP-M, mas a maior parte do indicador é composto pelo IPA-M, que compõe 60% do IGP-M. Outros 30% estão relacionados ao IPC-M. Por fim, o INCC-M é responsável por 10% da composição do indicador macro.

    Assim sendo, o IGP-M considera com maior peso a oscilação de preços antes de ela chegar ao consumidor, depois, a inflação no varejo e, por último, os preços envolvidos na construção.

    Quais as diferenças entre IGP-M e IPCA?

    Para quem conhece o IPCA, vai identificar que a finalidade é a mesma do IGP-M: medir a inflação do país ao longo do tempo. Mas a composição de ambos é diferente. O IGP-M, como foi explicado no tópico acima, avalia a oscilação de preços nas etapas anteriores ao consumo, ou seja, ao longo da cadeia produtiva, nas relações entre produtores, distribuidores, varejistas e outros participantes, antes de chegar ao consumidor final. Já o IPCA foca na última etapa, a do consumo.

    Além disso, é importante destacar que o IGP-M cobre também preços relacionados especificamente à construção de moradias. Por isso, ele é mais utilizado para ajustar aluguéis e parcelas de financiamento de imóveis, como será explicado mais adiante.

    O IPCA é utilizado pelo Banco Central como índice oficial para medir a inflação e ajustar a taxa básica de juros, a Selic. Ele é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma autarquia do Governo Federal. Já o IGP-M é calculado pela FGV, que é uma instituição privada.

    Qual a diferença entre IGP-M, IGP-10 e IGP-DI?

    O IGP-M é um dos indicadores que surgiram a partir do IGP. Os outros são o IGP-10 e o IGP-DI. A diferença entre os três é o período no qual os preços são apurados. No IGP-M, os preços são avaliados entre os dias 21 e 20 do mês seguinte. No IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10), as informações são coletadas entre os dias 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência. No IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), a pesquisa é feita entre o primeiro dia e o último dia do mês.

    Como o IGP-M impacta o preço dos aluguéis?

    O IGP-M também é conhecido como inflação do aluguel porque sua principal função, geralmente, é corrigir os preços desse serviço. Além do valor de locação de um imóvel, o IGP-M também é usado na atualização das tarifas do financiamento imobiliário.

    Para calcular o valor a ser ajustado na parcela, o setor imobiliário utiliza o IGP-M acumulado ou IGP-M anual. Ou seja, o valor acumulado ao longo dos 12 meses do IGP-M até a data de assinatura do contrato será o utilizado para atualizar o preço do aluguel. Com relação aos financiamentos imobiliários, o índice será aplicado somente quando a moradia estiver pronta.

    Para calcular o IGP-M acumulado que incidirá sobre a mensalidade do aluguel ou do financiamento é possível recorrer à Calculadora do Cidadão, disponibilizada pelo Banco Central em seu site.

    Como o IGP-M se relaciona com os investimentos?

    Assim como o IPCA, o IGP-M não é um produto financeiro e, por isso, não existe investimento no índice. Porém, os dois indicadores são utilizados como indexadores de alguns investimentos em renda fixa, que se beneficiam da alta da inflação, como o Tesouro IGP-M, por exemplo, anteriormente chamado de Nota do Tesouro Nacional Série C (NTN-C). Outros títulos públicos e as letras de crédito (LCI e LCA) também são investimentos que aumentam seu rendimento conforme a inflação sobe. Ainda que o IGP-M não influencie esses investimentos, ele serve como termômetro para identificar tendências de alta ou baixa nessas aplicações.

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    Fonte: CNN Brasil

  • Mercado imobiliário: o que muda no pós-pandemia?

    Mercado imobiliário: o que muda no pós-pandemia?

    Pela primeira vez desde fevereiro de 2020, o mercado imobiliário financeiro volta a registrar alta simultânea de lançamentos e vendas em 12 meses, segundo o indicador da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

    O último trimestre móvel (fevereiro, março e abril de 2021) mostra que a tendência positiva do mercado imobiliário se manteve firme nos primeiros meses do ano e favoreceu, principalmente, a performance do segmento de Médio e Alto Padrão. De acordo com 18 empresas associadas e consultadas, os lançamentos de imóveis somaram 28.470 unidades no período, contribuindo para uma alta de 45% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

    Ao considerar o número de imóveis lançados pelas incorporadas ao longo dos últimos 12 meses, encerrados em abril, o crescimento foi de 13,5% (132.136 imóveis novos), sobre o período precedente. Comparativamente, foram comercializadas 37.227 unidades no último trimestre móvel, o que representa um aumento de 30% em relação ao volume transacionado no mesmo período de 2020.

    Já no acumulado nos últimos 12 meses, as 147.769 unidades comercializadas superaram em 29% as vendas registradas no intervalo anterior. Em paralelo, as vendas líquidas, excluindo-se as unidades distratadas no mesmo período, avançaram 32% no último trimestre móvel e 30% nos últimos 12 meses.

    Entretanto, diante de todos esses dados, o que se pode esperar do segmento no pós-pandemia?

    Como o mercado imobiliário financeiro observa a retomada das atividades presenciais

    Desde março de 2020, o mercado corporativo está atento às transformações causadas nas relações comerciais e sociais devido à Covid-19. Seja pelas normas de biossegurança ou pelo distanciamento social, os indivíduos adotaram hábitos diferentes e os negócios tiveram de se adaptar para não serem engolidos por essa onda de mudanças.

    Com a vacinação avançando em quase todos os países, inclusive no Brasil, os gestores começam a se preparar para uma nova fase que está por vir: o pós-pandemia. “O mercado está bem equilibrado e o ambiente de taxa de financiamento continua bastante favorável, mesmo com uma acomodação da taxa Selic”, afirma Cyro Naufel, diretor institucional do Grupo Lopes. Para o especialista, três pilares ajudaram a fundamentar o setor após a reabertura dos plantões de venda:

    ● Demanda reprimida sólida (que vem de 2014 a 2019);
    ● Nível de estoque confortável desde 2020;
    ● Taxa de juros, fundamental para alavancagem e crescimento do mercado;
    ● Confiança do consumidor à medida que a vacinação aumenta e o atendimento presencial ganha mais espaço.

    Além disso, no caso do setor imobiliário, alguns pontos devem ser levados em consideração, como a implementação e a aderência do home office e do trabalho híbrido, o crescimento do interesse em espaços de coworking e até mesmo o fato de certos colaboradores terem migrado para cidades do litoral ou do interior do estado em busca de maior qualidade de vida.

    Dessa forma, Cyro Naufal tem observado muitas negociações durante a pandemia, principalmente quando se trata de locação comercial. “Buscamos sempre auxiliar locadores e locatários a encontrar a melhor alternativa para ambos, de forma a manter o contrato vigente, considerando o cenário. Esse movimento reforça não apenas a importância da imobiliária, que auxilia na intermediação apresentando dados de mercado que ajudam a balizar as decisões, mas também da livre negociação do setor, possível em função da não definição de um único índice regulatório”, esclarece.

    Segundo o profissional, algumas empresas aproveitaram esta questão do home office para realizar melhorias em sua viabilidade financeira e desmobilizar os escritórios. Mas ainda é muito cedo para se ter um legado definitivo da pandemia ou estabelecer um padrão. “O que percebemos é um esvaziamento de ocupação de escritórios em função disso e de um equilíbrio melhor nas finanças das empresas. Há ainda uma entrega de m² novos de escritórios. Com esse cenário, o que deve acontecer, e é uma característica muito peculiar dos escritórios, é o atingimento de um equilíbrio”, coloca o diretor institucional do Grupo Lopes.

    Isso porque, assim como uma determinada empresa deixa de alugar um espaço caro para equilibrar suas finanças, o preço de locação tende a cair. Outra empresa que antes, em um mercado mais aquecido, não poderia ocupar escritórios nessas regiões, vê nesse movimento uma oportunidade para montar seu escritório a um valor mais acessível, e ocupa o espaço aberto. Então há um movimento, que tende a se equilibrar com o passar do tempo e que deve fazer com que os preços se recuperem novamente em breve.

    Cyro Naufal aposta em um modelo híbrido de trabalho, que se dará de acordo com o ramo de atividade e a posição de cada pessoa dentro das empresas. Com isso, os escritórios podem, em função até de haver uma ocupação mais espaçada, sofrer uma mudança de layout, com redução de espaços em metragem e se converter em espaços de confraternização, atendimento ao cliente e apresentação de report ao invés de serem um local onde as tarefas de fato são realizadas.

    Outro ponto importante a se considerar é que, atualmente, os lançamentos residenciais já acontecem com espaços dedicados para o home office. O projeto e o uso das áreas comuns têm ganhado cada vez mais importância, justamente em concomitância com o cenário vivido nos escritórios.

    Reinvenção é a palavra-chave para as imobiliárias

    As imobiliárias, assim como praticamente em todas as empresas, foram afetadas pelo novo jeito de viver trazido pela pandemia. Com a redução drástica de deslocamentos, principalmente nos centros urbanos, o setor tem investido em alternativas para driblar entraves e se reestruturar.

    “Essa não é a primeira e nem será a última crise vivida em nosso país. As crises fazem parte da história da humanidade moderna e sobreviver a elas é uma questão de preparo, estratégia e cautela. Compreender a dor do cliente e sanar com qualidade, segurança e eficiência é a chave para se manter relevante no cenário atual. Nesse sentido, a versatilidade é muito importante, pois precisamos estar atentos às necessidades de nossos clientes e nos adaptar a elas de forma rápida e assertiva”, salienta o diretor institucional do Grupo Lopes.

    Foi justamente por isso que a empresa criou o Lopes Labs, braço digital da companhia formado por um time de 120 colaboradores especialistas em Inovação, TI, Planejamento e Marketing que atuam como uma rede de inteligência conectada em todo o país. “Vivemos um universo cada vez mais digitalizado, por isso, desenvolvemos ferramentas que nos permitem oferecer uma experiência omnichannel, proporcionando o melhor atendimento também no mundo online. Isso vai muito além de ter uma plataforma digital na qual o cliente pode encontrar opções de imóveis”, pontua.

    “Envolve transformar a jornada do consumidor ao proporcionar uma experiência inovadora e interativa, com a qual é possível resolver todas as etapas do processo de aquisição, venda e locação de imóveis sem precisar sair de casa, contando sempre com o suporte especializado dos corretores”, frisa.

    Estes, inclusive, exercem um papel fundamental no mercado imobiliário, que deve continuar a ser empenhado, com suporte tecnológico: é justamente a junção da tecnologia ao know-how do corretor que garante a excelência no atendimento, de acordo com Cyro Naufal.

    Projeções a médio prazo

    O futuro do mercado imobiliário ainda é incerto, mas é possível, ao analisar estatísticas e o comportamento do consumidor, realizar algumas inferências a médio prazo.

    “Vivemos um cenário inédito, não só no volume de ofertas, mas nas condições de crédito imobiliário. A cada 1% de taxa do financiamento imobiliário que cai, a prestação cai 8%, o que gera uma inserção muito grande de uma camada da população que passa a ser elegível à compra do imóvel – tanto a pessoa que não podia comprar e agora pode, quanto a que vai comprar um imóvel maior pelo mesmo valor de prestação – o que alavanca VGV de compra”, explica Cyro Naufel.

    “Apesar disso, acreditamos que até o final do ano deve haver uma acomodação da taxa de financiamento. Mesmo que a Selic fique entre 5% e 6%, continua sendo um cenário extremamente agressivo e favorável para a atuação do mercado. Tudo isso é uma base para a retomada de um ciclo positivo do mercado imobiliário”, finaliza.

     

     

    Fonte: https://www.consumidormoderno.com.br/2021/07/23/mercado-imobiliario-pandemia/ financeiro financeiro financeiro financeiro financeiro financeiro financeiro financeiro financeiro

     

  • FGV: IGP-M cai 0,04% na 1ª prévia de julho ante 1,24% na 1ª prévia de junho

    FGV: IGP-M cai 0,04% na 1ª prévia de julho ante 1,24% na 1ª prévia de junho

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 0,04% na primeira prévia de julho, após ter avançado 1,24% na primeira prévia de junho, segundo apurou a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o IGP-M acumula uma alta de 15,04%. Em 12 meses, a taxa ficou em 32,74%.

    O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) passou de um avanço de 1,28% no primeiro decêndio de junho para um recuo de 0,38% na mesma prévia de julho.

    Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais desaceleraram de uma alta de 1,51% em junho para aumento de 0,83% em julho, sob contribuição do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 3,30% para 1,31%.

    Os Bens Intermediários passaram de aumento de 2,31% no primeiro decêndio de junho para 1,16% no primeiro decêndio de julho, influenciados pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,60% para -0,06%.

    Já a taxa das Matérias-Primas Brutas passou de uma alta de 0,32% no primeiro decêndio de junho para uma queda de -2,49% no primeiro decêndio de julho. Houve influência do recuo nos itens: soja em grão (de -2,81% para -10,62%), minério de ferro (de 1,90% para -0,63%) e milho em grão (de -3,82% para -9,38%). Na direção oposta, as variações foram mais elevadas em suínos (de -19,40% para 12,86%), bovinos (de 0,25% para 1,84%) e aves (de 3,03% para 5,43%).

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) passou de alta de 0,57% no primeiro decêndio de junho para aumento de 0,58% no primeiro decêndio de julho. Três das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (de -0,69% para 2,11%). O item passagem aérea passou de -7,28% na prévia de junho para 24,57% na prévia de julho.

    Os demais acréscimos ocorreram nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,14% para 0,40%) e Vestuário (de 0,80% para 1,00%), puxados pelos itens artigos de higiene e cuidado pessoal (de -1,15% para 0,28%) e calçados (de -0,44% para 0,62%).

    Os resultados foram mais baixos nos grupos Transportes (de 1,69% para 0,65%), Habitação (de 0,83% para 0,51%), Alimentação (de 0,19% para 0,17%) e Despesas Diversas (de 0,27% para 0,11%). As maiores contribuições partiram dos itens: gasolina (de 3,21% para 0,99%), tarifa de eletricidade residencial (de 1,93% para 0,73%), hortaliças e legumes (de -1,03% para -8,22%) e alimentos para animais domésticos (de 2,00% para 0,93%).

    O grupo Comunicação repetiu a taxa do mês anterior, de 0,05%, sob impacto de itens como mensalidade para internet (de -0,82% para -0,24%) e serviços de streaming (de 0,75% para 0,20%).

    O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou de 2,25% na primeira prévia de junho para 1,68% na primeira prévia de julho.

    Os Materiais, Equipamentos e Serviços passaram de alta de 1,51% em junho para 1,35% em julho. Os Materiais e Equipamentos saíram de 1,46% para 1,47% no período, enquanto Serviços arrefeceram o ritmo de alta de 1,74% para 0,77%.

    A Mão de Obra desacelerou de 3,04% na primeira prévia de junho para 2,03% na prévia de julho…. –

     

     

     

    Fonte: economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2021/07/09/fgv-igp-m-cai-004-na-1-previa-de-julho-ante-124-na-1-previa-de-junho.htm?cmpid=copiaecola