Autor: qualitare

  • A crescente alta do dólar como tema central nas discussões econômicas

    Impactando diretamente o cenário financeiro global e nacional, essa valorização da moeda norte-americana é impulsionada por uma combinação de fatores, tanto externos quanto internos.

    No âmbito internacional, a política monetária dos Estados Unidos tem desempenhado um papel fundamental. O Federal Reserve (Fed), banco central americano, vem adotando uma postura mais rigorosa, elevando as taxas de juros para conter a inflação. Essas medidas tornam os investimentos em dólares mais atrativos, levando à maior demanda pela moeda e ao fortalecimento de seu valor frente a outras moedas globais. Além disso, a economia global enfrenta um ambiente de incertezas, com tensões geopolíticas, volatilidade nos mercados e o risco de desaceleração econômica em várias regiões. Em momentos como esse, investidores tendem a buscar refúgio em ativos considerados seguros, como o dólar, aumentando ainda mais sua procura.

    No contexto brasileiro, a desvalorização do real frente ao dólar reflete também desafios internos. Incertezas políticas, preocupações com o controle fiscal e a percepção de risco por parte dos investidores estrangeiros contribuem para pressionar a moeda brasileira. Além disso, o aumento do dólar encarece importações, influencia o custo de produtos e insumos, e pode impactar diretamente a inflação.

    Para os cidadãos e empresas, a alta do dólar traz consequências concretas. Viagens internacionais, produtos importados e contratos em moeda estrangeira tornam-se mais caros, afetando o planejamento financeiro. Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar da valorização do dólar, tornando seus produtos mais competitivos no mercado internacional.

  • Queda da inflação à vista? O que podemos analisar quanto a isso.

    Queda da inflação à vista? O que podemos analisar quanto a isso.

    Atualmente, há indícios de que a inflação pode estar começando a desacelerar em várias economias. Isso pode ser atribuído a alguns fatores, como por exemplo os ajustes nas cadeias de suprimento. Com a reabertura das economias, muitos setores estão conseguindo se adaptar e reduzir gargalos que contribuíram para a alta de preços. Outro fator para ser levado em consideração é o aumento das taxas de juros, onde os bancos centrais em todo o mundo, como o Federal Reserve nos EUA e o Banco Central Europeu, têm aumentado as taxas de juros para conter a inflação. Essas medidas podem ter um efeito retardado, mas geralmente ajudam a esfriar a demanda e estabilizar os preços.

    Por outro lado, existem riscos que podem dificultar a queda da inflação. Fatores como tensões geopolíticas, novas variantes de COVID-19 e outras doenças, desastres naturais e mudanças climáticas podem impactar a oferta e os preços de commodities. Além disso, a demanda reprimida em alguns setores pode provocar novos aumentos de preços se a economia se recuperar rapidamente.

    Portanto, enquanto há sinais de que a inflação pode estar em queda, é importante acompanhar os desenvolvimentos econômicos e políticos que podem influenciar essa trajetória. A atualidade nos mostra que, embora a redução da inflação seja uma possibilidade, a volatilidade e a incerteza ainda podem impactar os resultados.

  • Imóvel para investimento vale a pena?

    Imóvel para investimento vale a pena?

    Não resta dúvidas de que o mercado imobiliário está crescendo bastante nos últimos tempos. Mas mesmo com esse tipo de aplicação em alta, surgem incertezas de quando vale a pena adquirir um imóvel para investimento. Afinal, existe um momento ideal?

    O que sabemos é que hoje existem diferentes alternativas para quem quer comprar um imóvel. Os novos bancos digitais e fintechs chegaram para trazer praticidade e rapidez na aquisição de crédito, oferecendo modalidades com juros baixos e parcelas a longo prazo, como é o caso do empréstimo com garantia de imóvel.

    Nesse texto você conhece algumas dicas fundamentais que podem te ajudar na hora de aplicar o seu dinheiro no setor imobiliário. Acompanhe!

    Região

    Pode parecer sem importância pensar na região onde o imóvel que você deseja investir estará, mas não é. É fundamental que você observe com cautela a região onde o mesmo está localizado. Isso porque, dessa forma, você fica sabendo se o local tem ou não chances de valorização futuramente.

    Dentre os fatores que você precisa avaliar antes de se decidir se vale a pena ou não investir em um imóvel, podemos elencar:

    • Analise os planos do poder público para a região
    • Veja se existe a possibilidade de construção de metrôs, praças, pontos de ônibus e hospitais no local
    • Observe se há projetos de iniciativa privada na região, como shoppings centers e escolas

    Uma dica é olhar os bairros que ficam próximos à região central da cidade. Isso porque esses bairros, normalmente, são os que possuem uma chance maior de ocupação e valorização.

    Juros baixos

    Certamente, você já esperava que esse item estivesse neste artigo. Afinal, quem gostaria de investir em um imóvel quando os juros estiverem lá em cima? Obviamente que ninguém, não é mesmo? Por isso, na hora de pensar em tal investimento, verifique antes como estão os juros do mercado.

    Com juros baixos, também existe a chance de as instituições financeiras cortarem as taxas de crédito imobiliário, o que garante mais uma vantagem para o seu investimento. Ou seja, se as condições do mercado estiverem assim, invista porque as chances de lucro são bem altas.

    Comprar na baixa para vender na alta

    Certamente, investir em imóveis nesse caso sempre será lucrativo. Basicamente, você só precisa se lembrar da lei da oferta e da procura. Se não houver procura, consequentemente, os preços vão cair e você conseguirá investir em imóveis com valores abaixo do mercado.

    Em contrapartida, quando o cenário muda, é a sua chance de obter lucro, vendendo o imóvel com um preço maior do que quando você comprou. Impossível existir chance melhor do que essa para obter lucros extraordinários.

    Alternativa aos bancos

    Existem muitos jovens que já pensam em investir para obter lucro, mas não possuem capital para isso. Imóveis costumam ser investimentos caros e que precisam de um bom planejamento e maturidade para que os lucros sejam positivos.

    Por isso, se você não possui uma boa quantia ou uma boa estabilidade financeira, talvez esse não seja o momento para você investir em imóveis. Você pode procurar outras aplicações para investir o seu dinheiro, como por exemplo o Tesouro Direto. Para quem está iniciando no mundo dos investimentos, essa pode ser a opção mais indicada.

    Em quais imóveis investir?

    Agora que você já sabe quando é o momento ideal de adquirir um imóvel para investimento, vamos continuar. Iremos explicar os diferentes tipos de imóveis que há no mercado para você aplicar seu dinheiro. Afinal, se engana quem acha que só pode investir em casa ou apartamento.

    Invista em terrenos

    Os terrenos são grandes geradores de riqueza. Há pessoas que compram terrenos por preços baixíssimos e os vendem, anos depois, por milhões. A dica é investir em terrenos no entorno de grandes capitais. A longo prazo você poderá ter um alto lucro, por conta da expansão do local.

    Invista em imóveis na planta

    Esse é outro tipo de investimento que muitas pessoas fazem. Compram imóveis na planta para revendê-los depois que as obras forem iniciadas. Só não esqueça de analisar o imóvel corretamente antes de comprá-lo com esse intuito. Isso porque não são todos os imóveis na planta que garantem essa vantagem para você.

    Invista em imóveis usados

    Sempre há casas ou apartamentos que são menosprezados pelo consumidor final. Se você for um bom investidor, você poderá identificar as melhores oportunidades para reformar esse imóvel e vendê-lo com um retorno lucrativo em um curto prazo. O segredo, como sempre, é apenas saber aproveitar as oportunidades.

    Invista em imóveis para locação

    O segredo para obter lucro com este tipo de imóvel é saber escolher corretamente. Afinal, existem muitas oportunidades em segmentos distintos, como salas comerciais, galpões, hotelaria, casa de veraneio… conhecendo cada um desses negócios, você poderá ter um lucro absurdamente alto.

    Esperamos que você tenha entendido quando adquirir um imóvel para investimento e quais são os tipos de imóveis que você pode aplicar o seu dinheiro. Agora é com você, decida quais são as melhores opções para o objetivo que você deseja atingir e bons lucros.

    Fonte: https://www.jornalcruzeiro.com.br/geral/economia/2021/10/681887-imovel-para-investimento-vale-a-pena.html

  • Na contramão da Selic, Caixa Econômica reduz juros para financiamento imobiliário

    Na contramão da Selic, Caixa Econômica reduz juros para financiamento imobiliário

    SÃO PAULO – A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (15) a redução de suas taxas de juros para o financiamento imobiliário.

    O movimento vai na contramão do aumento da taxa básica de juros, a Selic, que tem sido consecutivamente elevada pelo Banco Central (BC) de forma a controlar a alta da inflação.

    Com a mudança, clientes poderão contratar o crédito imobiliário da instituição financeira com taxas a partir de 2,95% ao ano, somadas à remuneração da poupança, o que representa queda de 0,4 ponto percentual em relação aos patamares atuais.

    Segundo a Caixa, os clientes poderão realizar as simulações com as novas condições a partir do dia 4 de outubro. As contratações se iniciam no dia 18 do mesmo mês.

    “Com a redução, a Caixa apresenta aos clientes as melhores condições de financiamento imobiliário do mercado, por meio da modalidade Poupança Caixa: menor taxa e maior prazo, com até 35 anos para pagamento, além da opção de carência de seis meses para início da parcela de juros e amortização”, escreve a instituição financeira, em nota à imprensa.

    No começo da semana, o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, já havia adiantado a redução nas taxas. “A Caixa vai reduzir os juros. Não tá aumentando a Selic? Então, a Caixa Econômica Federal, com um lucro que nunca teve, sem roubar, vai diminuir os juros da casa própria”, disse na segunda-feira (13).

    No segundo trimestre deste ano, a Caixa teve lucro líquido de R$ 6,3 bilhões, aumento de 144,7% em relação ao apresentado um ano antes e de 36,6% na comparação trimestral. O lucro do trimestre foi o maior resultado do período em toda a série histórica do banco.

    De acordo com a Caixa, o bom desempenho foi motivado por margens financeiras melhores, além da redução com os gastos que o banco tem para se proteger da inadimplência. Por sua vez, as receitas de serviços também melhoraram no período em meio ao cenário de retomada da economia brasileira.

    Atualmente, a carteira de crédito habitacional da Caixa soma um volume R$ 534,6 bilhões e supera os 5,8 milhões de contratos, o que representa 67,1% de todo o financiamento imobiliário concedido no país. O dado representa um crescimento de 20,4% em comparação com o registrado em 2018.

    Segundo a Caixa, somente em agosto de 2021, mês de maior contratação na história da Caixa, foram R$ 14,01 bilhões em novos contratos, sendo R$ 9,04 bilhões com recursos SBPE.

     

     

    FONTE: INFOMONEY.COM.BR

  • IGP-M: entenda como funciona o ‘índice de inflação do aluguel’

    IGP-M: entenda como funciona o ‘índice de inflação do aluguel’

    Os economistas têm à disposição alguns indicadores para calcular a inflação. Entre os mais usados está o IGP-M. O índice ficou conhecido como “inflação do aluguel” porque é geralmente utilizado para atualizar os preços dessa modalidade de gastos das famílias e das empresas. Mas o indicador não se resume a isso.

    Assim como o IPCA, ele é um termômetro dos preços de toda a economia real, além de impactar os investimentos. Confira, em detalhes, o que é exatamente o IGP-M, como ele é calculado e utilizado e as suas particularidades em relação ao índice oficial de inflação.

     

    O que é IGP-M?

    IGP-M é o Índice Geral de Preços de Mercado, calculado mensalmente pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), órgão da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Além dos cálculos mensais, o índice também produz projeções divulgadas a cada 10 dias.

    O IGP-M é um desdobramento do Índice Geral de Preços (IGP), criado em 1947 pela mesma FGV, dedicado a registrar as variações de preços de matérias-primas agropecuárias e industriais, de produtos intermediários e de bens e serviços finais.

    A partir do IGP surgiu o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) e o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A diferença entre eles está no período de coleta das informações para cálculo do índice.

    O IGP-M é o índice que avalia a oscilação dos preços no mercado do dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês de referência. O IGP-DI e o IGP-10 serão explicados mais adiante.

    Para que serve o IGP-M?

    O IGP-M é um dos indicadores que serve para medir a inflação do país, ou seja, a oscilação de preços de produtos e serviços. É importante lembrar que o IPCA também faz isso, mas há diferenças nas metodologias entre eles.

    O IGP-M é mais usado em algumas situações específicas, principalmente para corrigir preços nos valores de contratos de aluguel e de energia elétrica. Outras situações nas quais o IGP-M também costuma ser usado é na atualização de tarifas públicas, planos de saúde, seguros e mensalidades escolares e de universidades.

    Como o IGP-M é calculado?

    Para calcular o IGP-M de um determinado mês, o Ibre começa a analisar os preços a partir do dia 21 do mês anterior e conclui no dia 20 do mês de referência. Os setores em que os preços são avaliados são construção civil, indústria, agricultura, serviços de moradia e varejo.

    Antes de o instituto calcular o IGP-M, ele calcula três subíndices, que são IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado), IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) e INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado).

    Esses três subíndices têm pesos diferentes quando são reunidos para formar o IGP-M, para que os setores que mais impactam nos preços ganhem maior relevância na hora do cálculo final. Entenda melhor sabendo o que significa cada um desses três subíndices.

    Quais as diferenças entre IPA-M, IPC-M e INCC-M, os subíndices que compõem o IGP-M?

    O IPA-M é o Índice de Preços por Atacado, que acompanha a oscilação dos preços no comércio atacadista, tanto no setor industrial quando no agropecuário. Simplificando, trata-se, portanto, do índice que mede o preço dos produtos vendidos no atacado pelo agronegócio e pela indústria nacional. Esse subindicador está focado, portanto, em avaliar o preço dos produtos antes de ele chegar na gôndola da loja ou do supermercado.

    Já o IPC-M ou Índice de Preços ao Consumidor mede o consumo e, por isso, é o mais parecido com o IPCA. Ele avalia a inflação em áreas como habitação, educação, saúde, vestuário, lazer, transporte, entre outras.

    O INCC-M é o Índice Nacional de Custo da Construção e avalia custos envolvidos na construção de moradias, medindo a oscilação de preços de produtos como materiais de construção e custo de mão de obra especializada nesse setor.

    Esses índices, juntos, compõem o IGP-M, mas a maior parte do indicador é composto pelo IPA-M, que compõe 60% do IGP-M. Outros 30% estão relacionados ao IPC-M. Por fim, o INCC-M é responsável por 10% da composição do indicador macro.

    Assim sendo, o IGP-M considera com maior peso a oscilação de preços antes de ela chegar ao consumidor, depois, a inflação no varejo e, por último, os preços envolvidos na construção.

    Quais as diferenças entre IGP-M e IPCA?

    Para quem conhece o IPCA, vai identificar que a finalidade é a mesma do IGP-M: medir a inflação do país ao longo do tempo. Mas a composição de ambos é diferente. O IGP-M, como foi explicado no tópico acima, avalia a oscilação de preços nas etapas anteriores ao consumo, ou seja, ao longo da cadeia produtiva, nas relações entre produtores, distribuidores, varejistas e outros participantes, antes de chegar ao consumidor final. Já o IPCA foca na última etapa, a do consumo.

    Além disso, é importante destacar que o IGP-M cobre também preços relacionados especificamente à construção de moradias. Por isso, ele é mais utilizado para ajustar aluguéis e parcelas de financiamento de imóveis, como será explicado mais adiante.

    O IPCA é utilizado pelo Banco Central como índice oficial para medir a inflação e ajustar a taxa básica de juros, a Selic. Ele é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma autarquia do Governo Federal. Já o IGP-M é calculado pela FGV, que é uma instituição privada.

    Qual a diferença entre IGP-M, IGP-10 e IGP-DI?

    O IGP-M é um dos indicadores que surgiram a partir do IGP. Os outros são o IGP-10 e o IGP-DI. A diferença entre os três é o período no qual os preços são apurados. No IGP-M, os preços são avaliados entre os dias 21 e 20 do mês seguinte. No IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10), as informações são coletadas entre os dias 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência. No IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), a pesquisa é feita entre o primeiro dia e o último dia do mês.

    Como o IGP-M impacta o preço dos aluguéis?

    O IGP-M também é conhecido como inflação do aluguel porque sua principal função, geralmente, é corrigir os preços desse serviço. Além do valor de locação de um imóvel, o IGP-M também é usado na atualização das tarifas do financiamento imobiliário.

    Para calcular o valor a ser ajustado na parcela, o setor imobiliário utiliza o IGP-M acumulado ou IGP-M anual. Ou seja, o valor acumulado ao longo dos 12 meses do IGP-M até a data de assinatura do contrato será o utilizado para atualizar o preço do aluguel. Com relação aos financiamentos imobiliários, o índice será aplicado somente quando a moradia estiver pronta.

    Para calcular o IGP-M acumulado que incidirá sobre a mensalidade do aluguel ou do financiamento é possível recorrer à Calculadora do Cidadão, disponibilizada pelo Banco Central em seu site.

    Como o IGP-M se relaciona com os investimentos?

    Assim como o IPCA, o IGP-M não é um produto financeiro e, por isso, não existe investimento no índice. Porém, os dois indicadores são utilizados como indexadores de alguns investimentos em renda fixa, que se beneficiam da alta da inflação, como o Tesouro IGP-M, por exemplo, anteriormente chamado de Nota do Tesouro Nacional Série C (NTN-C). Outros títulos públicos e as letras de crédito (LCI e LCA) também são investimentos que aumentam seu rendimento conforme a inflação sobe. Ainda que o IGP-M não influencie esses investimentos, ele serve como termômetro para identificar tendências de alta ou baixa nessas aplicações.

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    Fonte: CNN Brasil